Ambição e necessidade de recursos fazem China investir no pré-sal

Walter Atushi Niyama
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Crédito: Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By abbphoto1.

Nos leilões do pré-sal realizados pelo governo, na quarta (6) e quinta (7), dos nove campos, três foram arrematados. O bloco de Búzios foi vendido para o consórcio formado pela estatal brasileira Petrobrás e pelas petroleiras chinesas CNODC Brasil e CNOOC Petroleum. A área de Aram também foi adquirida em uma parceria da Petrobras com a chinesa CNODC. O que explica o investimento chinês no leilão em que outros estrangeiros nem fizeram ofertas?

A China do presidente Xi Jinping tem como grande ambição consolidar e expandir seu papel de protagonista mundial. O líder do país defende inclusive a intensificação de tratados internacionais. O que o colocou em antagonismo com o presidente norte-americano Donald Trump.

Os investimentos chineses no exterior são notáveis. Em 2018, o Banco Asiático de Investimentos em Infraestrutura, uma instituição que se mostra como uma alternativa ao Banco Mundial, já tinha concedido empréstimos em mais de R$ 13,4 bilhões.

O interesse no Brasil

E o Brasil não fica de fora. Empresários chineses estão interessados especialmente nas áreas de obras e infraestrutura no país. Isso foi dito pelo próprio embaixador da China no Brasil, Yang Wanming. Há, inclusive, o desejo de que o Brasil faça parte da Nova Rota da Seda.

O plano de protagonismo mundial na economia foi decisivo para que os chineses, mesmo tendo que pagar pelos bônus de assinatura –ou seja, o direito para explorar as reservas — e diante as incertezas sobre quanto que as empresas que arrematassem teriam que pagar à Petrobras, comprassem três das nove áreas ofertadas no megaleilão do pré-sal.

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Para continuar com seu projeto, a China precisa de petróleo e gás. O país asiático é a segunda nação que mais consome o óleo negro, ficando atrás apenas dos EUA. Por esse motivo, investimentos do tipo também foram feitos na África e no Oriente Médio.

O governo brasileiro e o chinês também tem se aproximado, o que é bastante evidente desde a visita do presidente Jair Bolsonaro à China. Na ocasião, oito acordos de protocolo em agropecuária, educação, energia e infraestrutura foram assinados.

Guedes quer mais acordos com a China

O governo brasileiro também aposta em ampliar a relação comercial com a China. Nesta quarta (13), em reunião na abertura do seminário NDB e o Brasil: Parceria Estratégica para o Desenvolvimento Sustentável, em Brasília, Guedes chegou a falar numa área de livre de comércio entre Brasil e China.

O NDB é o banco dos Brics (o bloco que tem como integrantes Brasil, Rússia, Índia, África do Sul e a China), que fazem reuniões esta semana no país. O ministro da Economia que a China é o nosso “mais importante parceiro comercial”, como definiu em reportagem da Agência Brasil. “Estamos negociando hoje cerca de US$ 100 bilhões”, afirmou Guedes.

 

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