Ambev (ABEV3): vendas devem ter queda expressiva no 2TRI20, diz Eleven

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação / Ambev

Segundo relatório da Eleven, a Ambev (ABEV3) deve registrar queda expressiva dos resultados do segundo trimestre deste ano. Assim, o preço-alvo é de R$ 14,00, o que representa um downside de 1%, justificando a recomendação de venda.

Conforme projeções da Eleven, o lucro líquido da Ambev no segundo trimestre deve cair 33,5%, totalizando 1,740 bilhão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) esperado é de R$ 4,077 bilhões, um recuo de 13,1%.

Enquanto a margem Ebtida no segundo trimestre deve ficar em 34,1%, baixa de 4,5 pontos percentuais.

Já a receita líquida da Ambev deve recuar 1,6%, somando R$ 11,945 bilhões.

Aceleração de tendência

Em função da pandemia do novo coronavírus, foi impulsionada a tendência das pessoas beberem menos mas com mais qualidade.

Assim, na visão da Eleven, o fato de 70% das vendas da Ambev serem do segmento core acaba prejudicando sua participação de mercado em comparação com competidores com maior participação no segmento premium.

Devido as medidas restritivas, as vendas estão acontecendo nos supermercados e conveniência, aonde os consumidores têm mais opções de escolha.

A Ambev sempre foi líder incondicional no mercado de cerveja, ressalta o relatório.

Mas a competição está mais acirrada visto que as vendas da Heineken têm crescido expressivamente no Brasil.

Ambev deve sofrer com margens mais apertadas

Além da competição mais apertada com a Heineken, as margens devem ser mais apertadas, por causa da desvalorização do real.

Dessa forma, a Eleven reitera a recomendação de venda para Ambev, refletindo um múltiplo P/E de 20 vezes e EV/EBTIDA de 10 vez para 2021.