Amazônia é destaque no Fórum Econômico Mundial

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A questão climática é foco do Fórum Econômico Mundial e, como não poderia deixar de ser, a Amazônia foi lembrada diversas vezes nas discussões que acontecem em Davos.

Único brasileiro convidado a falar sobre meio ambiente no evento, o professor Carlos Nobre, diretor de pesquisa da Academia Brasileira de Ciências, dividiu painel com o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore e com o presidente colombiano Ivan Duque. E ofereceu aos presentes dados relevantes sobre os impactos econômicos que o descaso com o meio ambiente podem gerar.

Entre outras coisas, ele afirmou que a exploração do açaí pode ser dez vezes mais lucrativa do que a pecuária em zonas desflorestadas. Também, que a devastação pode transformar a Amazônia em uma savana seca. Isto porque, sem árvores, a floresta tropical deixará de funcionar como fonte de chuva para outras áreas.

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A opinião de Nobre destoa das polêmicas causadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que defendeu em Davos que “o grande inimigo do meio ambiente é a pobreza” e que as pessoas “destroem (a natureza) porque estão com fome”. As declarações geraram críticas.

Compromisso com plantio de árvores

Durante o Fórum, todos os países presentes se comprometeram a aderir a uma campanha de plantio de um trilhão de árvores em dez anos. Até mesmo o presidente norte-americano, Donald Trump, que tem posicionamentos contrários à urgência da questão climática, demonstrou apoio à causa.