Alupar (ALUP11) é elevada à recomendação de compra pela BBI

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Unsplash

O BB Investimentos elevou a recomendação de neutra para compra de Alupar (ALUP11), conforme relatório assinado pelo analista Rafael Dias.

Assim, o preço-alvo passou de R$ 23,60 para R$ 28,00. O novo preço representa um upside de 14,3%, na comparação com o fechamento de quarta-feira, R$ 24,50.

Em relatório, o BB destaca as aquisições de participações realizadas em 2019 e os últimos resultados apresentados, bem como o avanço no desenvolvimento dos novos projetos e o atual cenário que se apresenta em 2020.

O analista projeta potencial de retorno atraente de 17,4% estimado até o fim do ano.

Transmissão

Na visão do BB, o segmento de transmissão de energia elétrica é o menos exposto aos riscos decorrentes dos impactos econômicos da atual pandemia, por não depender de volume consumido de eletricidade e nem de preços de energia.

Em 2019, 63,5% da receita e 80% do Ebtida da Alupar da companhia veio deste segmento.

Geração

Os outros 26,5% da receita e 20% do EBtida vieram dos ativos de geração, que estão majoritariamente contratados no longo prazo no Ambiente Regulado, para o qual também não esperamos impacto relevante proveniente da atual crise que enfrentamos.

De acordo com o BB, aproximadamente 80% da energia da Alupar está contratada no ambiente regulado em contratos de longo prazo.

Mas os 20% restantes estão contratados no mercado livre, onde há algum risco de aumento de inadimplência e redução de demanda.

Desta forma, o banco considera a Alupar uma oportunidade atrativa de retorno, associada a um baixo risco, mesmo diante do atual cenário.

Bom histórico

No ano passado, a Alupar avançou no desenvolvimento dos 8 projetos de transmissão em construção conquistados nos leilões realizados desde 2016 – dos quais destacamos a finalização da construção e consequente início operacional da ETAP em abril e da ETC em setembro -, e também incorporou as participações de 49% adquiridas no Leilão Eletrobrás #01/2018 nas SPEs TME e AETE, sendo a segunda através do Consórcio Olympus VI, em parceria com a Perfin, no qual a Alupar possui 25,5%, cujo conjunto adicionou quase R$ 200 milhões à receita bruta anual consolidada.

No começo deste ano, houve a entrada operacional da EDTE, que adiciona R$ 69 milhões à receita anual bruta consolidada da companhia, apesar da participação societária equivalente a 25% do capital social.

A Alupar espera para as próximas semanas o início operacional da ETB.

Enquanto os demais quatro projetos devem ser finalizados ao longo dos próximos dois anos.

O BB ressalta o foco da Alupar no crescimento e desenvolvimento de novos projetos com grande rentabilidade, demonstrando disciplina na alocação de capital.

Por fim, estima-se que as taxas de retorno para os novos projetos são bem superiores ao custo de capital.