“Alternativa” à CPMF abala mercado e Ibovespa fecha na mínima após bater 113 mil pontos

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: ibovespa

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (16) que “todas as alternativas estão na mesa”, quando questionado sobre possível volta de um imposto sobre transações financeiras, nos moldes da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

A declaração abalou o mercado, como era de se prever. O Ibovespa acelerou as perdas no fim do pregão, fechando na mínima do dia. Mais cedo, o índice chegou a superar os 113 mil pontos.

O Ibovespa teve perdas de 0,59%, a 111.896 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 34,385 bilhões.

As maiores altas do dia se deram com a Natura (NATU3), com variação de 4,14%; Viavarejo (VVAR3), com subida de 3,86%; e Petrobras Distribuidora (BRDT3), com 3,45%. As maiores quedas se deram com os papeis da Cielo (CIEL3), com tombo de 4,78%; Equatorial Energia (EQTL3), com menos 2,33%; e Gerdau (GGBR4), que caiu 2,05%.

Situação internacional

Os índices americanos subiram. O reflexo positivo ainda se dá por conta dos acontecimentos da última sexta-feira (13), quando Estados Unidos e China chegaram à “fase um” do aguardado acordo comercial, após longa guerra tarifária entre os dois gigantes.

Segundo artigo do Infomoney, “dados acima do esperado das vendas do varejo e da produção industrial no gigante asiático também ajudaram a animar os investidores no exterior. Os indicadores cresceram respectivamente 8% e 6,2% em novembro na comparação anual”.

Dólar em queda

Já o dólar comercial caiu 1,15% no mesmo horário, a R$ 4,0606 na compra e R$ 4,0613 na venda. O dólar futuro com vencimento em janeiro de 2020 registrava queda de 1,14%, a R$ 4,063.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 sobe dois pontos-base a 4,54% e o DI para janeiro de 2023 avança sete pontos, a 5,82%.

O Relatório Focus do Banco Central apresentou nova revisão para cima nas expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2019. O mercado financeiro observa uma leve alta para 1,12%, contra a previsão anterior de 1,1%. Para 2020, o otimismo segue franco, com previsão de um PIB positivo de 2,25%, levemente acima dos 2,24% esperados na previsão da semana anterior.

Já sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a expectativa aumentou de 3,84% para 3,86% em 2019 e se manteve em 3,6% para 2020.

Ainda no Infomoney, vem a notícia de que “o CDS (que funciona como um seguro contra o calote da dívida soberana dos países) brasileiro caiu abaixo dos 100 pontos nesta segunda-feira, no menor nível desde 2012”.

A projeção para a taxa de câmbio, por sua vez, ficou em R$ 4,15 para 2019 pela segunda semana consecutiva e também continuou em R$ 4,50 para 2020.