Alta do dólar não será contida pelo Banco Central, afirma analista

Patrícia Auth
Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com
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O investidor que está de olho no dólar pode ir se preparando. A recente alta da moeda americana tende a continuar pelos próximos meses, sem nada que o Banco Central possa fazer. Esse foi o parecer de Sidnei Moura Nehme, da NGO Corretora de Câmbio.

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No relatório divulgado nesta semana, Nehme diz ainda que o valor do dólar mudou de patamar e a tendência é subir ainda mais com a aproximação das eleições e com as incertezas no cenário econômico brasileiro em torno disso. Ao Banco Central, só resta intervir na tentativa de minimizar os impactos, mas a contenção do preço do dólar não depende da instituição.

No relatório, o analista argumenta que o Banco Central deveria repensar sobre a redução da taxa Selic, hoje em 6,5%, já que a economia americana indica que o Fed intensificará a elevação da taxa básica, e o Brasil já tem um indicativo de que a inflação pode aquecer, impulsionada pela alta do dólar. A moeda americana tem grande capacidade de repercutir nos preços da economia brasileira.

Nehme diz ainda que fatores internos e externos podem mudar com força as projeções para o Brasil em 2018. Porém, o analista exclui o câmbio e a bolsa de valores. “A bolsa de valores é onde os investidores de fora vem buscando obter lucro, mas acabam contribuindo para a alta do dólar, isso por causa da demanda por ‘hedge cambial’, na qual o valor está atraente”.

Para o analista, a bolsa tem risco de um “sell off”, porque os estrangeiros não estão conseguindo acompanhar o comportamento do mercado e perdem na conversão do retorno do capital provocada pelo valor do dólar.

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– O “hedge cambial” pode baixar mais se o Banco Central não mudar a ideia de reduzir a taxa básica de juros. A procura pelo instrumento de proteção impacta no valor do dólar, que contamina a taxa do mercado à vista – conclui Nehme.

 

 

 

 

 

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