Alta da carne faz expectativa de inflação subir

Suelen de Paula
Jornalista e escritora. Apaixonada por livros, filmes, cultura, e, surpreendemente, maravilhada pelo mundo do agronegócio também.
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Crédito: Sedaris/Pixabay

A alta da carne bovina nos últimos meses tem impactado os consumidores brasileiros. De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) esse aumento influencia na expetativa de inflação dos brasileiros para os próximos 12 meses. Os dados mostram uma variação de 0,2 percentual (p.p), para 5,0% no mês de janeiro. Desta forma, quebrando a tendência de queda iniciada em agosto de 2019. Quando comparado ao mesmo período no ano anterior, há uma estabilidade nas expectativas.

Em nota divulgada pela FGV IBRE, a economista da Instituição, Renata de Mello Franco, declarou que a expectativa dos consumidores aumentou nas faixas de renda mais baixas. Principalmente onde a alta da carne tem maior relevância, devido ao seu maior peso na cesta de consumo dos consumidores. “Como parte das expectativas se baseiam em inflação passada, é esperado que esse efeito se dissipe nos próximos meses”, afirma a especialista.

A alta da carne

Os brasileiros sentiram no bolso nos últimos do meses devido a alta da carne. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP), citados por Braga, o preço do boi gordo teve um aumento de 23,27% em novembro de 2019. Sendo assim, atingiu um pico de valorização de 36,45% no final do mesmo mês.

A análise

Em análise realizada pela FGV IBRE foi apontada alguns aspectos em relação a alta da carne bovina. Por exemplo, a frequência da inflação prevista por faixas de respostas, a parcela dos consumidores que projetam valores abaixo da meta atual (4,0%) diminuiu. A queda foi de 52,4% em dezembro para 48,4% em janeiro de 2020. Além disso, a proporção de consumidores projetando dentro dos limites inferior e superior da meta de inflação (entre 2,5% e 5,5%) para 2020 aumentou. O aumento foi de 63,5% para 64,7%, a maior parcela nos últimos seis meses.

Já na análise por faixas de renda, apenas para as famílias com renda familiar mensal acima de R$ 9,6 mil não houve variação das expectativas medianas para a inflação nos 12 meses seguintes, permanecendo estável em 4,0% desde setembro de 2019. No outro extremo, para os consumidores com renda até R$ 2,1 mil, a expectativa mediana aumentou 0,4 p.p., para 5,8%.

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