Em alta no clã Bolsonaro, presidente da Embratur tem orçamento ampliado

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Castro/Mtur

De acordo com O Globo, o que mais chamou a atenção na aparição ao vivo do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, na última quarta-feira (05), foi o tempo dedicado ao novo plano para a Embratur. A fim de alavancar o turismo no Brasil com projeto inusitado, o presidente do instituto, Gilson Machado Neto, conseguiu aumentar significativamente o orçamento da pasta. Ao que a reportagem indica, esse posicionamento do governo está diretamente ligado à proximidade de Machado com a família Bolsonaro.

Segundo O Globo, desde que Machado assumiu a Embratur, o orçamento do turismo saltou de R$8 milhões para US$ 120 milhões. Fato que pode não ter passado despercebido pelos frequentadores da Esplanada. Isso porque ele está sendo cotado como um provável presidente do partido Aliança pelo Brasil, que o Bolsonaro pretende criar. Além de Machado ter o apoio do presidente no contestável plano para alavancar o turismo nacional. Conforme a reportagem, o presidente da Embratur defende a formação artificial de corais ao longo da costa brasileira. Para isso Machado pretender afundar navios e vagões de trem. O objetivo do plano é criar um novo cenário para atrair mais turistas para a região litorânea.

Ainda de acordo com O Globo, Machado protagonizou outras polêmicas, mesmo antes de assumir a chefia da Embratur. Como, por exemplo, o plano de divulgação do País no exterior com modelos fantasiados de dragão da independência. Assim como o embate com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão ambiental do governo brasileiro. Machado é proprietário de uma pousada em São Miguel dos Milagres, em Alagoas. Após ser multador por descumprir uma exigência do Plano de Manejo local, recorre da decisão culpando os fiscais pelo erro. Em consequência, o fiscal envolvido no caso foi transferido para outro estado, no qual Machado nega o envolvimento.

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