Dona do Google, Alphabet tem lucro menor no 1TRI20, mas receita sobe 13%

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Flickr

A Alphabet, dona do Google, reportou seus resultados do primeiro trimestre de 2020, nesta terça-feira (28).

O lucro líquido totalizou US$ 6,836 bilhões no trimestre, o que representa uma queda de 18% em comparação com o quarto trimestre de 2019.

O lucro por ação ajustado (LPA) foi de US$ 9,87. Segundo analistas entrevistados pela CNBC, o resultado veio mais fraco do que as previsões, que apostavam em LPA de US$ 10,33.

A Receita da companhia atingiu US$ 41,159 bilhões no primeiro trimestre de 2020, ante US$ 36,339 no quarto trimestre de 2019.

De acordo com Ruth Porat, diretora financeira da Alphabet e do Google, o resultado foi puxado pelos negócios de Pesquisa, YouTube e Nuvem.

Receita operacional

A Receita operacional ficou em  US$ 7,977 bilhões, um aumento de 20,7% em relação ao quarto trimestre de 2019. Já a margem operacional alcançou 19%, alta de 1 ponto percentual.

Segundo o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, a procura por informações sobre a pandemia impulsionou fortemente o uso de pesquisas, YouTube e outros aplicativos e serviços da companhia. A título de comparação, pesquisas referentes ao coronavírus nos EUA, no auge, era quatro vezes maior do que durante o pico do Super Bowl.

Desaceleração

“Em março, tivemos uma desaceleração significativa e repentina na receita de anúncios” devido à pandemia de coronavírus, disse Pichai. Ele disse que a empresa atrasou alguns lançamentos de anúncios como resultado.

A diretora financeira da Alphabet informou a CNBC que “o declínio na receita de pesquisa e outros anúncios foi abrupto em março e, apesar de estarmos vendo alguns sinais precoces de que os usuários estão voltando a um comportamento comercial, não está claro o quão durável ou monetizável será.”

“O desempenho foi forte nos dois primeiros meses do trimestre, mas em março experimentamos uma significativa desaceleração nas receitas de anúncios. Estamos aprimorando nosso foco em executar com mais eficiência, continuando a investir em nossas oportunidades de longo prazo”, acrescentou Porat.

ta-e-ai

Para o estrategista internacional da XP, Guilherme Giserman, o resultado da Alphabet (Google) foi positivo – tanto que as ações reagiram positivamente no after-market.

“A empresa está sentindo os efeitos da crise mas não tão negativo como esperado”, destacou.

Ele destaca que o faturamento cresceu 14% na comparação anual, em linha com o consenso, puxado pelo sólido desempenho do You Tube (+33%) e do Google Cloud (+52%).

“Receitas com publicidade não foram tão afetadas pela crise como esperado, e inovação continua garantindo crescimento em outros segmentos”, ressaltou.

Em resumo, o resultado surpreende no lado positivo e aponta para uma superior capacidade das empresas do Vale do Silício de absorverem os impactos econômicos da crise.

(Com Rodrigo Petry)

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