Alimentos e combustível puxam IGP-M para baixo

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

Usado como referência para os reajustes do aluguel, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,32% nos primeiros dez dias de maio. No mesmo período de abril, o índice havia subido 1,05%.

O resultado decorre da queda no preço do combustível, mas também de um primeiro registro de queda nos preços dos alimentos, que até então vinham apresentando elevação decorrente da corrida aos supermercados devido à quarentena.

“A queda da taxa do grupo alimentação no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que passou de 1,86% para -0,24%, sustentará a continuidade da desaceleração dos preços dos alimentos no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que variaram 0,44% em maio, ante 1,24% em abril. Tais movimentos, somados a queda observada nos preços dos combustíveis no IPA e no IPC, contribuíram destacadamente para o resultado do IGP-M na primeira prévia de maio ”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

Entenda o IGP-M

O IGP-M é formado a partir de outros três indicadores. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) representa 60% do IGP-M. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) responde por 30%. E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), pelos outros 10%.

IPA registra queda

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu -0,35% no período analisado. Em abril, no primeiro decêndio, o índice variou 1,43%.
Os Bens Finais intensificaram a queda da taxa e passaram de -0,04% em abril para -0,41% em maio. A principal contribuição partiu do subgrupo alimentos in natura (de 6,77% para -0,53%).

Os Bens Intermediários foram de 1,72% no primeiro decêndio de abril para -1,35% no primeiro decêndio de maio. A influência maior veio do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 3,61% para 0%.

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As Matérias-Primas Brutas foram de 2,66% no primeiro decêndio de abril para 0,69% no primeiro decêndio de maio. Destaque para milho em grão (2,99% para -6,77%), soja em grão (6,77% para 3,30%) e laranja (8,76% para -9,45%).

Bovinos foram de -3,95% para 0,31%.Também tiveram alta aves (-2,74% para -2,35%) e trigo em grão (5,87% para 6,67%).

IPC recua 0,46%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,46%. Sete das oito classes de despesa registraram, com destaque para Transportes (-0,67% para -2,41%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -2,65% para -7,98%.

Também tiveram queda os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,49% para -1,50%), Alimentação (1,24% para 0,44%), Habitação (0,38% para 0,03%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,46% para 0,25%), Vestuário (-0,07% para -0,39%) e Comunicação (0,05% para 0,00%).

Destaques para passagem aérea (6,82% para -15,08%), hortaliças e legumes (9,31% para 2,84%), taxa de água e esgoto residencial (1,47% para 0,00%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,94% para 0,35%), roupas masculinas (-0,50% para -1,60%) e tarifa de telefone residencial (0,30% para 0,03%).

Apenas o grupo Despesas Diversas registrou aumento (de 0,43% para 0,54%). Destaque para serviços bancários (0,41% para 0,82%).

IGP-M: INCC sobe

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,18% no primeiro decêndio de maio, ante 0,16% do mesmo período em abril. Materiais e Equipamentos foi de 0,41% para 0,52%. Serviços, de 0,17% para -0,07%. O item Mão de Obra não teve variação pelo segundo mês consecutivo.