Alibaba (BABA34), Tencent e Baidu (BIDU34) são poupados da lista negra de investidores dos EUA, diz Financial Times

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação/Alibaba

As gigantes chinesas Alibaba (BABA34), Tencent e Baidu (BIDU34) serão poupadas da tentativa dos Estados Unidos de colocar algumas das maiores empresas de tecnologia da China em uma lista negra que poderia proibir ações chinesas de várias bolsas de valores nos EUA. A informação é do Financial Times.

O projeto, do presidente Donald Trump, foi bloqueado pelo Tesouro dos EUA.

O Pentágono e o Departamento de Estado fizeram esforço para adicionar Alibaba, Tencent e Baidu a uma lista de empresas chinesas que o departamento de defesa alega ter ligações com os militares chineses. Assim, a proposta era barrar essas e outras companhias chinesas dos mercados norte-americanos.

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Embate

Porém, segundo três pessoas familiarizadas com a situação ouvidas pelo Financial Times, Steven Mnuchin, o secretário do Tesouro, venceu uma luta que o colocou contra Mike Pompeo, secretário de Estado, e Chris Miller, secretário de defesa.

Em novembro Trump assinou a ordem executiva que proibia os americanos de investirem em empresas chinesas vinculadas ao Exército de Libertação do Povo.

Mais tarde, o governo esclareceu que os alvos proibidos seriam retirados de uma lista de grupos chineses com vínculos com o ELP que o Pentágono foi obrigado a produzir pelo Congresso.

Risco

Nas semanas finais do governo Trump, os secretários esperavam colocar o Alibaba, gigante do comércio eletrônico chinês, e a Tencent, empresa de tecnologia dona do aplicativo de mensagens WeChat, à lista do Pentágono.

Eles também queriam incluir o Baidu, o mecanismo de busca chinês na internet.

Segundo Roger Robinson, ex-funcionário do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, remover as três empresas da lista do Pentágono traz o risco de enviar a mensagem de que a preocupação com as perdas potenciais dos investidores dos EUA substitui a proteção dos interesses vitais da segurança nacional americana.