Aliança pelo Brasil deve ficar fora das eleições em 2020 e pode prejudicar economia

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

O partido Aliança pelo Brasil, idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro para acolher a ele e a outros políticos que deixaram o PSL, não deve ficar “pronto” a tempo de concorrer nas eleições municipais de 2020.

O projeto de criação de um novo partido é longo e demorado. Para que o Aliança pelo Brasil esteja pronto a tempo de participar dos pleitos municipais no ano que vem, é necessário que todo o trâmite burocrático seja formalizado até abril.

Essa incerteza em torno do possível novo partido de Bolsonaro pode ter impacto direto na economia do País, que já vive alguns cenários de incerteza.

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As informações foram publicadas na 11ª edição do Barômetro do Poder, projeto idealizado pelo site Infomoney, que compila mensalmente as expectativas das principais casas de análise de risco político e analistas independentes em atividade no Brasil sobre alguns dos principais assuntos em discussão na cena política nacional.

O Barômetro apontou que 69% dos analistas consultados veem como negativa a iniciativa de Bolsonaro fundar sua própria legenda e que isso pode atrapalhar as reformas econômicas.

Outros 31% consideram indiferente o impacto no cenário político, enquanto nenhum dos entrevistados viu qualquer lado positivo em relação às propostas discutidas no Congresso Nacional.

Além do prazo apertado, Bolsonaro tem o desafio de convencer políticos a deixarem suas atuais siglas para embarcarem em outra sem estrutura, recursos públicos e pouco tempo de televisão, algo que é fundamental para tentar êxito em qualquer eleição.

Um dos analistas do Barômetro embasou sua tese com duras críticas. “Bolsonaro não só não tem uma coalizão, como deixou o próprio partido que alugou em 2018 para disputar as eleições. Ainda no mês 11 de seu primeiro ano de primeiro mandato, Bolsonaro brigou com Santos Cruz, Bebianno, Joice Hasselmann, Alexandre Frota, o PSL. E espera passar reformas de Paulo Guedes pelo Congresso de que forma? Um eventual — e bem possível — fracasso da agenda de reformas será debitado da conta de quem?”