Sem assinaturas: partido de Bolsonaro está fora do pleito de 2020

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / Pinterest

Não vai ser em 2020. O partido Aliança Pelo Brasil, do presidente Jair Bolsonaro, não conseguiu reunir e validar o número de assinaturas necessárias a tempo para fundar o partido e concorrer nas eleições municipais de 2020.

O prazo terminou no último sábado, dia 4 de abril, seis meses exatos antes do pleito de 4 de outubro.

O Aliança só poderá concorrer em 2020 se a eleição for adiada em virtude da crise mundial do novo coronavírus.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nem cogita a possibilidade nesse momento, mas tudo vai depender da evolução da doença no país.

Os técnicos do Ministério da Saúde preveem o pico de casos confirmados e mortes para a primeira quinzena de junho, para então haver uma estabilidade e, provavelmente, em agosto, uma queda. Mas essa é uma projeção. O avanço da doença é muito dinâmico e tudo pode acontecer.

Aliança diz que conseguiu as assinaturas

O secretário-geral do partido, Admar Gonzaga, disse ao UOL que a cúpula do partido nunca anunciou que disputaria as eleições deste ano.

“Quem ficou sempre dizendo que nós estávamos em uma corrida contra o tempo foi a imprensa, não fomos nós. Nós nunca tivemos nessa corrida. Nunca tapeamos ninguém durante todo nosso procedimento até agora dizendo que estávamos nos preparando para disputar eleição municipal”, disse Admar.

Ele é ex-ministro do TSE.

Segundo informou à reportagem, “o Aliança conseguiu reunir o número de apoiamentos suficiente, mas não houve tempo para que os cartórios eleitorais validassem as assinaturas. Admar afirma que foram coletadas mais de 1 milhão de assinaturas, o mínimo necessário são 492 mil distribuídas em nove estados”.

Entretanto, a um mês do fim do prazo, “ainda era baixo o número de assinaturas validadas pela Justiça Eleitoral, de cerca de 1,6% do total exigido, segundo reportagem do UOL mostrou à época”.

“Em 2022 com certeza o Aliança vai disputar as eleições. Na verdade, poderia estar pronto neste ano ainda, mais para o final do ano se fosse um ano normal. Mas estamos com um ano atípico. Os prazos estão interrompidos, os cartórios não estão fazendo a conferência das fichas”, afirmou o secretário do partido.

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Apoio e escândalo

“A primeira pergunta é saber se vai ter eleição. Se houver, aqui e ali, naturalmente os parlamentares federais ou o próprio presidente podem encaminhar seu apoio para algum candidato que seja ultra merecedor dessa confiança”, disse.

“A confiança que foi dedicada nas eleições passadas mostrou que não deu um resultado tão certo. Tem que se redobrar o cuidado no encaminhamento desses apoios”, continuou.

Em janeiro, Bolsonaro disse que não apoiará candidatos que não sejam filiados ao Aliança Pelo Brasil. A afirmação frustra possíveis candidatos que já haviam sinalizado ter a chancela do presidente.

“Não discuto política. Se meu partido não tiver candidato, não vou me meter em política municipal no corrente ano, ponto final”, afirmou

A direção do partido Republicanos disponibilizou sua estrutura para políticos ligados ao presidente que quisessem se candidatar neste ano fora do PSL, partido pelo qual Jair Bolsonaro chegou à Presidência da República.

Foi, inclusive, no PSL que Bolsonaro se viu envolto no primeiro escândalo quando já eleito. Comandada por Luciano Bivar, a sigla foi mergulhada no escândalo das candidaturas laranjas. O presidente saiu do PSL, após rixa com Bivar e tenta agora fundar seu próprio partido, que terá o número 38.

Com informações do UOL.

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