Alexandre Ramagem será indicado por Bolsonaro para a Polícia Federal

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Twitter

O delegado Alexandre Ramagem foi o escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para substituir Maurício Valeixo como diretor-geral da Polícia Federal.

Atualmente no comando da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Ramagem conta com o apoio irrestrito do “clã” Bolsonaro, pois é amigo próximo dos filhos do presidente, em especial Carlos e Flávio.

Ramagem ganhou 100% da confiança dos Bolsonaro quando, em 2018, assumiu a chefia da equipe de segurança do então candidato à Presidência da República após o atentado à faca em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Carreira

Alexandre Ramagem tem 47 anos, 15 deles dedicados à Polícia Federal. Chegou a ser nomeado para a superintendência do órgão no Ceará, em 2005, mas sequer assumiu a função.

Na mesma época, foi convidado para trabalhar como assessor no Palácio do Planalto e, desde então, deu sequência à carreira por lá, assumindo a chefia da Abin em julho do ano passado.

Antes de assumir a Abin, foi defendido com unhas e dentes por Flávio Bolsonaro durante sabatina realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Flávio afirmou, à época, que Ramagem “goza de total confiança” e que “sua competência não é questionada em momento algum”. O senador pediu, também, que a Abin alimentasse o presidente com informações “para a tomada de decisões importantes”.

O novo cargo

Endossado pelos três filhos do presidente – Carlos, Eduardo e Flávio Bolsonaro -, Alexandre Ramagem chega à Polícia Federal com uma missão: aproximar o órgão do Palácio do Planalto.

“Quero um delegado que, além da competência comum na Polícia Federal, que eu possa interagir com ele. Por que não? Eu interajo com órgãos de inteligência das Forças Armadas, com a Abin, com qualquer um do governo”, avisou Bolsonaro, em seu pronunciamento para “explicar” as saídas de Sergio Moro e Maurício Valeixo.

Alexandre Ramagem precisará ter jogo de cintura para lidar, em especial, com duas situações: a CPI das fake news, que investiga a disseminação de mensagens falsas e que supostamente teriam a participação de Carlos e Flávio Bolsonaro, e o inquérito das “rachadinhas”, que também tem o senador Flávio como alvo, quando este ainda era deputado no Rio de Janeiro.

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