Alertas da CVM sobre investimentos irregulares dobram no ano

Juliana Gusmão
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Crédito: Divulgação / Cointimes

O número de “stop orders” já é o dobro do ano passado. Ocorreram 22 avisos até setembro, contra 11 em todo o ano passado. O termo em inglês é emitido pela Comissão de Valores Mobiliários. O processo ocorre quando uma empresa ou profissional está oferecendo investimentos indevidamente. Ou, ainda, está atuando de maneira irregular.

O total de comunicações de irregularidades passadas ao Ministério Público Federal – quando a CVM detecta indícios de crimes no mercado — já atingiu 136 alertas, superando os 130 de 2018.

O número de ofícios de alerta, que ocorre quando a autarquia identifica alguém atuando de maneira irregular no mercado, atingiu 137 comunicações no terceiro trimestre e 340 no ano. Foram 357 de todo o ano passado. Deve terminar o ano perto de 400, diz Guilherme Aguiar, superintendente de Processos Sancionadores da CVM.

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Preocupação

O aumento de emissão do stop orders preocupa a CVM, que está tomando diversas medidas para aumentar a orientação aos investidores.

Além da fiscalização do mercado, há outra preocupação. Aguiar explica: “Com o juro nos níveis mais baixos da história, uma quantidade grande de pessoas que a vida inteira investiu na renda fixa vai buscar alternativas e acessar o mercado de capitais. E muitas podem ser atraídas por ofertas irregulares, esquemas de pirâmides, prometendo ganhos muito acima da realidade”, acrescentou.

Para Aguiar, a CVM vem acompanhando este ano um aumento das ofertas irregulares relacionadas a investimentos coletivos em criptomoedas, além de forex e outros papéis que na verdade são pirâmides financeiras.

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