Alemanha lança plano de recuperação de 130 bilhões de euros

Paulo Amaral
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Crédito: Créditos: Boris Streubel / Getty Images

Angela Merkel, chanceler da Alemanha, anunciou ontem a aprovação de um plano de 130 bilhões de euros do governo para reaquecer a economia do país.

O montante do plano histórico será destinado para reerguer o país após a pandemia de coronavírus, agora em curva decrescente, durante os anos de 2020 e 2021.

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“Temos um plano de recuperação econômica, um plano para o futuro e, é claro, agora estamos lidando com nossa responsabilidade pela Europa e pela dimensão internacional”, comentou Merkel.

As medidas

Entre as medidas de maior destaque estão redução de impostos, subsídio por criança para as famílias e incentivo para compra de veículos elétricos.

Vamos a eles:

  • Redução de impostos: a determinação do governo da Alemanha é adotar a redução temporária do imposto ao valor agregado e a transferência de dívidas dos municípios para o âmbito federal;
  • Subsídio às famílias: 300 euros por criança, que pode subir se a família optar por comprar um carro elétrico;
  • Incentivo ao setor elétrico: o prêmio para a compra de um carro elétrico passará de 3.000 para 6.000 euros.

Apoio às empresas

O governo alemão já havia anunciado, em março, outro plano milionário, com a intenção de apoiar empresas e fazer empréstimos garantidos pelo Estado.

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O objetivo, agora, é dar um apoio ainda maior às empresas, que já foram obrigadas a demitir 11 milhões de trabalhadores desde março, fato que fez o índice de desemprego aumentar para 6,3% no país.

Prejuízo da Lufthansa

Entre as empresas que receberam apoio do governo alemão está a Lufhansa, gigante do setor aéreo da Alemanha, que registrou 2,1 bilhões de euros de prejuízo nos três primeiros meses do ano.

Para evitar falência, a companhia aérea, anunciou uma “profunda reestruturação” em todos os setores do grupo.

Carsten Spohr, presidente da empresa, divulgou um comunicado  para justificar as mudanças.

De acordo com o executivo, a pandemia de coronavírus influenciou de forma inédita o resultado da companhia e, por isso, “a demanda será reativada muito lentamente”.

Incentivo de 9 bilhões de euros

 

O conselho de administração da Lufhtansa aprovou a ajuda de 9 bilhões de euros oferecida pelo governo da Alemanha e as condições impostas pela Comissão Europeia para receber o auxílio.

Dos 9 bilhões aprovados, 5,7 bilhões de euros virão por meio do Fundo de Estabilização Econômica, 3 bilhões em empréstimos fornecidos por bancos privados e pelo KfW, banco estatal de desenvolvimento da Alemanha.

Os outros 300 milhões de euros serão equivalentes à participação acionária que o Fundo terá no Grupo, de 20% da Lufthansa.

A empresa havia rejeitado a primeira oferta, em 25 de maio, por não ter concordado com as exigências do Conselho Europeu – reduzir sua frota de hub em 12 aeronaves e abrir mão de um grande portfólio de slots em Munique e Frankfurt.

O novo acordo pede para a Lufhtansa reduzir sua frota nos dois hubs para quatro aeronaves cada e disponibilizar até 12 pares de slots diários por aeroporto para concorrentes interessados em atuar.

O acordo prevê ainda que, após um ano e meio, os slots estarão disponíveis apenas para os novos participantes. Caso não estejam disponíveis, apenas os concorrentes existentes poderão se candidatar, atrasando, com isso, o acesso a empresas como a Ryanair e a EasyJet.

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