Alemanha: governo pede a montadoras de automóveis que produzam equipamentos médicos

Paulo Amaral
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Crédito: Twitter

O governo da Alemanha resolveu aproveitar a interrupção das principais montadoras de veículos na Europa para pedir ajuda no combate ao coronavírus.

Segundo a Bloomberg, duas das principais fábricas, Volkswagen e Daimler, poderão concentrar suas produções na fabricação de máscaras e ventiladores, equipamentos fundamentais para enfrentar a Covid-19.

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“A decisão cabe às empresas e elas devem decidir por si próprias”, afirmou à Bloomberg um porta-voz do ministério da Economia da Alemanha.

Um representante da Volkswagen também conversou com a reportagem e, por e-mail, confirmou que há conversas para o acordo acontecer.

De acordo com o representante da montadora, a empresa possui 125 impressoras 3-D industriais, normalmente usada para protótipos de automóveis, mas que podem executar a função de produzir equipamentos médicos.

Herbert Diess, presidente executivo do grupo, revelou que a empresa está reforçando a capacidade de produção de máscaras na China e a ajudando as autoridades de saúde alemãs com o fornecimento de equipamentos de medição de temperatura, máscaras, desinfetantes e materiais de diagnóstico.

A Daimler, dona da Mercedes, também confirmou o pedido de ajuda do governo alemão e o início das conversas para viabilizar o acordo.

Montadoras parando

Segundo informações da Reuters, algumas das principais montadoras de carros do mundo começaram a fazer cortes na linha de produção na Europa.

Representantes de funcionários das principais montadoras na Itália, Bélgica, França, Espanha e Alemanha cobram melhor controle no setor de higiene das linhas de produção como forma de garantir a segurança contra a Covid-19.

A Audi divulgou que tem enfrentado problemas por medo dos funcionários na hora de manusear ferramentas, enquanto a Fiat Crysler Automobiles (FCA) resolveu interromper a produção na maior de suas fábricas para se ajustar à queda na demanda.

Além dessas duas montadoras, a PSA, marca que reúne Peugeot, Opel e Vauxhall, divulgou que manterá as fábricas fechadas pelo menos até 27 de março.

A francesa Renault seguiu pelo mesmo caminho e manterá os 18 mil funcionários de suas 12 instalações em casa por tempo indeterminado.

“A continuidade das atividades de produção do grupo em outros países europeus depende da situação em cada país”, informou comunicado da montadora.

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