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Alemanha apresenta recuperação econômica em “V”

Alemanha apresenta recuperação econômica em “V”

A Alemanha está em uma recuperação econômica em forma de “V”. Após o bloqueio maciço de atividades sociais na passagem do primeiro trimestre para o segundo, o país está em plena recuperação, segundo afirmou o ministro da Economia, Peter Altmaier (foto), em entrevista coletiva nesta terça-feira (1).

Os alemães contaram quase 250 mil infectados e mais de 9,3 mil mortos, testando em massa (mais de um oitavo da população) e fazendo um isolamento bastante restritivo no começo da crise.

A chanceler Angela Merkel é conhecida pelo seu pragmatismo e eficiência.

Com seus anúncios sempre claros e objetivos à população, sempre atestando a gravidade da situação, o país conseguiu controlar a pandemia.

Até agora. E não sem um impacto econômico.

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Segunda onda e PIB

Os alemães, ao contrário do Brasil e dos Estados Unidos, jamais enfrentaram o inexistente dilema entre “economia” e “vidas”

Mesmo assim, a pandemia teve efeito severo em ambos os casos.

O Produto Interno Bruto (PIB) alemão deve cair 5,8% em 2020, segundo as mais recentes projeções.

É um resultado melhor do que os sombrios 6,3% imaginados anteriormente.

Altmaier disse que a Alemanha já está saindo do olho do furacão da crise.

Apesar disso, o país olha para a chamada “segunda onda” de infecções que já atinge o território.

Desde o começo de agosto, a Alemanha está contando mais de mil novos casos diários de infecções.

É o mesmo nível visto em abril, quando o país parecia estar começando a domar a crise sanitária.

Entretanto, os alemães se prepararam nesse período e o número de mortos não parece que vai crescer na mesma proporção.

Tal coquetel de preparação, informações claras e objetivas, autoridades em comunhão com a gravidade da situação e preocupação com a vida dos cidadãos fez a Alemanha poder finalmente pensar numa recuperação mais aguda da economia.

Seriedade continua

“O aumento das taxas de infecção será combatido por medidas específicas e regionalmente limitadas, para que a recuperação econômica possa continuar a se desenvolver gradualmente nos próximos meses”, disse Altmaier.

O país, que tem sido mais resistente à pandemia do que muitos de seus vizinhos, como França e Espanha.

Na semana passada, o governo anunciou uma multa mínima de € 50 para quem for pego sem máscara em locais onde o uso é obrigatório.

Além disso, segue a proibição de grandes eventos até o final do ano e há reforço de regras de quarentena para viajantes que retornam de regiões com altas taxas de casos.

Imagens como as que os brasileiros viram no último final de semana, de praias lotadas em São Paulo e Rio de Janeiro, seriam impossíveis na Alemanha.

Merkel é uma ex-cientista (formada em química quântica), recebeu aplausos e viu seus índices de aprovação dispararem com a forma como tratou a crise.

Entretanto, na semana passada, disse que lidar com o novo surto se tornará mais desafiador nos próximos meses.

Alemanha em “V”

A França, por exemplo, deve ver sua economia encolher 10,6% até o final de 2020.

A Espanha, 10,9%; e a Itália, 11,2%, de acordo com estatísticas da União Eueropeia.

Não é pouco.

Altmaier disse que a maior economia da Europa está passando por “uma desaceleração infelizmente forte, mas depois virá uma recuperação inesperadamente rápida”.

Antes de uma coletiva de imprensa, o ministro até exibiu um gráfico em forma de “V” impresso.

A economia alemã despencou 9,7% no segundo trimestre de 2020, exatamente igual ao Brasil.

Essa é a “queda mais acentuada desde os cálculos trimestrais do PIB para a Alemanha começaram em 1970”, disse a agência de estatísticas federal Destatis.

Pesquisas recentes já mostraram uma melhora no sentimento empresarial no país.

Enquanto isso, o desemprego ficou estável pelo terceiro mês consecutivo, em 6,4% em julho.

Na semana passada, o Instituto Ifo disse que seu barômetro mensal de confiança empresarial mostrou que as empresas estavam crescendo cada vez mais positivas em relação à situação econômica, depois que o índice despencou para mínimos históricos em abril.

“A economia alemã está se recuperando”, disse o presidente da Ifo, Clemens Fuest.

A economia alemã deve crescer 4,4% em 2021.

Apesar disso, Altmaier disse que os níveis de PIB pré-crise não aparecerão novamente até 2022.

Com informações da AFP, Reuters e Korean Herald