Agropecuária: exportações aumentam 17,5% no 1º quadrimestre

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou nesta segunda-feira (4) que as exportações da agropecuária brasileira tiveram um crescimento de 17,5% na média diária do primeiro quadrimestre do ano, comparando com igual período de 2019. A participação do agro no total das exportações passou de 18,7% em 2019 para 22,9% em 2020.

“Apesar da pandemia do Novo Coronavírus, o trabalho de abertura de mercado para os produtos agropecuários brasileiros continua trazendo bons resultados para o país. Houve aumento das exportações para a Ásia, com destaque para a China”, diz nota do MAPA.

Produtos

O maior aumento no período foi do algodão, que subiu 69,5%, passando de US$ 659,2 milhões em 2019 para US$ 1.117,6 milhões no primeiro quadrimestre de 2020.

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A soja, carro-chefe da agropecuária brasileira, também teve um aumento significativo, de 29,9% na comparação dos primeiros quatro meses do ano passado e deste ano, passando de US$ 8.968,3 milhões exportados para US$ 11.653,7 milhões

Madeira cresceu 28,9%, saindo de US$ 26,1 milhões para US$ 33,6 milhões; mel natural teve acréscimo de 17,2%, partindo de US$ 18,4 milhões no primeiro quadri de 2019 para US$ 21,6 milhões no mesmo período de 2020; e especiarias, subida de 3,2%, de US$ 85,7 milhões para US$ 88,5 milhões.

Alguns produtos do agronegócio alcançaram recordes históricos mensais de exportações em volume no mês de abril.

A soja é um exemplo, com 16,3 milhões de toneladas. Há ainda o farelo de soja, com 1,7 milhão de toneladas; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com 116 mil toneladas; carne suína, com 63 mil toneladas e algodão bruto, com 91 mil toneladas.

“Por outro lado, tiveram queda: trigo, centeio e milho não moído, exceto milho doce, café não torrado, animais vivos, frutas e nozes”, informa o MAPA.

Balança comercial em abril

O bom desempenho do agronegócio segue sendo primordial para o superávit da balança comercial brasileira.

Em abril, as exportações totais do país somaram US$ 18,312 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 11,611 bilhões, o que representa um saldo positivo de US$ 6,702 bilhões e corrente de comércio de US$ 29,923 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 67,833 bilhões e as importações, US$ 55,569 bilhões, com saldo positivo de US$ 12,264 bilhões e corrente de comércio de US$ 123,402 bilhões.

“Diferentemente do quadro mundial, o Brasil manteve sua balança praticamente estável”, lembra a nota do MAPA.

Agropecuária na Ásia

O melhor mercado brasileiro ainda é a Ásia, mas ficou ainda melhor com aumento de 15,5% no primeiro quadrimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2020.

Agora, o mercado asiático passou a representar 47,2% do total das exportações do Brasil.

Nem mesmo a pandemia conseguiu afetar a performance das exportações para a China, que nesse período cresceram 11,3%, com destaque para a soja (+ 28,5%), carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+ 85,9%), carne suína fresca, refrigerada ou congelada (+153,5%) e algodão em bruto (+ 79,%).

Vale lembrar que a o período mais agudo da crise na China aconteceu em janeiro e fevereiro.

“Os números do primeiro quadrimestre mostram que, em dólares, a China comprou do Brasil o triplo do importado pelos Estados Unidos e o dobro demandado pela União Europeia”, lembra ainda a nota do MAPA.

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