Agronegócio: balança comercial tem superávit de US$ 75,5 bi até outubro

Paulo Amaral
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Crédito: Charles Ricardo / Pixabay

O saldo da balança comercial do agronegócio brasileiro registrou um valor recorde nos primeiros 10 meses de 2020, segundo a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com os dados postados nesta quinta-feira (19) no site oficial do órgão, o saldo apresentou um superávit de US$ 75,5 bilhões, o maior da História para o período.

O saldo positivo foi alcançado com a receita das exportações totalizando US$ 85,8 bilhões, 5,7% maior do que nos 10 primeiros meses de 2019, e equivalente a 189,4 milhões de toneladas embarcadas (12,4% a mais que no ano passado).

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De acordo com o boletim da CNA, os principais produtos que movimentaram as exportações do agronegócio entre janeiro e outubro foram, pela ordem:

  • soja em grãos (US$ 28 bilhões);
  • carne bovina in natura (US$ 6,1 bilhões);
  • açúcar de cana em bruto (US$ 6 bilhões);
  • celulose (US$ 5 bilhões);
  • farelo de soja (US$ 5 bilhões).

Os cinco produtos representaram 58,3% da pauta exportadora do agro brasileiro no período, tendo como principais destinos China (US$ 30,8 bilhões, 35,8%), União Europeia (US$ 13,9 bilhões, 16,2%), Estados Unidos (US$ 5,6 bilhões, 6,5%), Japão (US$ 2,1 bilhões, 2,4%) e Coreia do Sul (US$ 1,8 bilhão, 2,1%).

agronegócio, CNA

Exportações do Agronegócio têm queda em outubro, segundo CNA

Apesar do saldo positivo recorde da balança comercial no acumulado do ano, o resultado das exportações do agronegócio em outubro foi menor do que o do mesmo mês do ano passado, de acordo com o mais recente relatório da CNA.

A confederação informou que houve queda de 6,2% em relação ao mesmo mês em 2019, com receita de US$ 8,2 bilhões e superávit de US$ 7 bilhões. O volume total de vendas ficou em 18,1 milhões de toneladas no período, com redução de 3,2% na comparação com outubro de 2019.

China, União Europeia, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, nesta ordem, foram os países que mais receberam os produtos embarcados no Brasil. Os campeões de exportação em outubro de 2020 representaram 49,7% da pauta exportadora do mês, e foram os seguintes:

  • açúcar de cana em bruto (US$ 1,1 bilhão);
  • soja em grãos (US$ 913,5 bilhões);
  • milho (US$ 851,8 milhões);
  • carne bovina in natura (US$ 690,5 milhões);
  • celulose (US$ 550,1 milhões).

Lácteos e frutas

A receita gerada pelas exportações de produtos lácteos brasileiros no mês de outubro foi 87,5% maior em relação à 2019, somando US$ 8,5 milhões. Os destaques foram o leite modificado, com alta de mais de US$ 3 milhões, e o leite condensado, que cresceu US$ 1,4 milhão, totalizando US$ 2,4 milhões no período.

As exportações de frutas, por sua vez, foram 6,5% menores em valor e 3,5% menores em peso, em relação a outubro de 2019. A queda se deu sobretudo nas exportações de melões e castanhas-de-caju, que registraram redução de US$ 6 milhões e US$ 3,1 milhões, respectivamente.

Em termos de vendas totais, os melões somaram US$ 23,2 milhões e as castanhas-de-caju US$ 6,3 milhões.

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