Agenda da semana: Super Quarta tem decisões do Copom e do Fomc

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Tanto nos EUA quanto no Brasil, os temas da semana são taxa de juros e manutenção ou não dos estímulos. É que, na Super Quarta (16), tanto Fed quanto Copom divulgam suas decisões de política monetária.

No Brasil, o Copom se reúne na terça e na quarta (15 e 16) para definir a taxa de juros. As apostas predominantes são de que a Selic vá dos atuais 3,5% para 4,25%, como já adiantou o próprio Copom em sua última ata.

No entanto, com inflação em alta e bons dados econômicos, as apostas para a taxa até o final do ano foram aumentadas.

Segundo levantamento do Valor, de 104 instituições consultadas, 74 acreditam que a Selic fique entre 6% e 7% até dezembro. Somente 30% acreditam em Selic abaixo de 6%. Comparativamente, antes da reunião de maio do Copom, apenas 20 casas apostavam em Selic chegando a 6%.

Fomc deve manter política inalterada

Já nos EUA, as apostas predominantes são de manutenção da política adotada até aqui. O Fed vem alertando que, apesar dos dados econômicos positivos, o mercado de trabalho ainda demanda atenção. E que a inflação em alta é passageira e natural após a crise.

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Mesmo diante de um Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI em inglês) acima da projeção (5% em 12 meses, o resultado mais alto em 13 anos), as bolsas reagiram bem. Os pedidos semanais de seguro-desemprego vieram pouco acima da projeção na quinta (10), mas mantendo a tendência de queda. O que reforça a posição do Fed.

Prévia do PIB na segunda

De volta aos indicadores brasileiros, o Banco Central divulga na segunda-feira (14) o IBC-Br, Índice de atividade econômica, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Em março, o indicador recuou 1,59%, resultado bem melhor do que a queda de 3,3% projetada pelo mercado. Na comparação anual, com março de 2020, o índice subiu 6,26%, também acima da projeção de 5,9%. No trimestre, houve avanço de 2,3%. E, em 12 meses, queda de 3,37%.

Confira a agenda econômica completa:

Segunda-feira, 14 de junho

  • Feriados em Hong Kong, China e Austrália
  • Produção Industrial na zona do euro
  • Boletim Focus
  • IBC-Br

Terça-feira, 15 de junho

  • Indicador de Comércio Exterior (Icomex), FGV
  • Início da reunião do Copom
  • Investimento Estrangeiro Direto da China
  • Taxa de desemprego no Reino Unido
  • Índice de Preços ao Consumidor da Alemanha
  • Balança Comercial da zona do euro
  • Índice de Preços ao Produtor (IPP) nos EUA
  • Vendas no varejo EUA
  • Produção Industrial EUA

Quarta-feira, 16 de junho

  • IPC-S (segunda prévia de junho), FGV
  • IGP-10
  • Monitor do PIB, FGV
  • Ata do Copom (BC)
  • Ata do Fomc (Fed)
  • Produção Industrial da China
  • Vendas no varejo da China

Quinta-feira, 17 de junho

  • IPC-S Capitais (segunda prévia de junho), FGV
  • Índice de Preços ao Consumidor da zona do euro
  • Pedidos iniciais por seguro-desemprego EUA

Sexta-feira, 18 de junho

  • Transações correntes da zona do euro
  • Índice de Preços ao Produtor da Alemanha