Agências apontam queda de 20% no consumo de petróleo neste trimestre

Paulo Amaral
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Crédito: Site Petronotícias

O consumo de petróleo neste trimestre terá uma redução de 20% por conta das medidas de isolamento adotadas em razão da pandemia de coronavírus.

A afirmação foi feita pelas três principais agências de previsão do setor: a Agência Internacional de Energia, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e a Administração de Informações Energéticas dos EUA.

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De acordo com matéria publicada pela Bloomberg, a previsão é que o planeta consuma 1,7 bilhão de barris de petróleo a menos nesse trimestre do que no mesmo período de 2019.

Previsão melhorou

Os números, mesmo pessimistas e piores do que os de 2019, melhoraram em relação às projeções feitas em abril.

Na ocasião, duas das agências apontaram que a queda no segundo trimestre seria de 12 milhões de barris por dia, enquanto a AIE havia previsto uma queda superior a 20 milhões/dia.

A reabertura de parte do comércio e a diminuição das restrições em alguns países, no entanto, melhorou o cenário.

Reação do petróleo no segundo semestre

A reportagem da Bloomberg apontou que, de acordo com as agências especializadas no ramo, o consumo de petróleo, e a consequente demanda pelo produto, deverão aumentar no segundo semestre.

A Agência Internacional de Energia e a Administração de Informações Energéticas dos EUA vêem cerca de 5 milhões de barris por dia abaixo dos níveis do ano passado no terceiro trimestre, enquanto a Opep mantém uma linha menos otimista, com sua previsão ainda mostrando uma perda ano a ano de mais de 8 milhões de barris por dia.

Último trimestre

Quando a previsão é aplicada aos três últimos meses de 2020 – outubro, novembro e dezembro -, a situação clareia um pouco mais.

As estimativas de perda variam de 2,26 milhões de barris por dia desde o EIA até 4,5 milhões da Opep.

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De acordo com relatório da AIE, no entanto, essa “melhora” na demanda por petróleo está diretamente ligada ao controle da pandemia de coronavírus.

Segundo a Agência, “se os governos puderem facilitar os bloqueios sem provocar um ressurgimento do surto da Covid-19, a situação melhora”.

Caso contrário, alertou a Agência, “poderemos enfrentar outra queda na demanda à medida que os bloqueios generalizados retornem”.

Estoques

De acordo com as agências, apesar dos cortes de produção de petróleo, voluntários ou não, os estoques do produto estarão mais cheios em dezembro de 2020 do que estavam no início do ano.

A previsão é de que os estoques aumentem entre 780 milhões de barris (Opep) e 1,12 bilhão de barris (IEA) ao longo do segundo trimestre, mesmo com a redução já acertada entre Arábia Saudita, Rússia e outros países, membros ou não da Opep.

As últimas atualizações do órgão mostram um aumento de cerca de 530 milhões de barris nos estoques globais, enquanto os números da EIA mostram uma reserva de 620 milhões de barris.

A AIE, por sua vez, acredita na maior adição dos três, com os estoques mundiais de petróleo aumentando em mais de 725 milhões de barris.

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