Afeganistão segue em trégua parcial de ataques

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Reprodução Amber Clay/Pixabay

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, declarou ontem (1) que manterá a trégua parcial de uma semana, a fim de conseguir encerrar de vez os ataques. Isso mesmo sem ter concordado com uma cláusula do acordo assinado entre os Estados Unidos e o Talibã, no sábado (29).

Deste modo, o presidente afegão não aceitou soltar 5 mil presos para, em troca, conseguir a libertação de mil membros das forças afegãs, que foram capturados pelos rebeldes. Até então, o governo do Afeganistão sempre fora deixado de lado das negociações do Talibã. Porém, para Ghani, não cabe aos Estados Unidos decidir sobre as libertações e, por isso, não soltará os prisioneiros. Além disso, ele compreendeu que a troca sugerida poderia ser “parte da agenda de negociações entre afegãos. Mas, não pode ser uma condição para as negociações”.

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Já para o Irã, país limítrofe ao Afeganistão, os Estados Unidos se mostraram pretensiosos no acordo assinado com o talibã. Pois para eles, Washington não possui “juridicamente, nenhum direito de decidir o futuro do Afeganistão”.

Afeganistão luta por paz

Em respeito à semana que propunha a “redução da violência”, os ataques talibãs no Afeganistão tiveram uma diminuição significativa. O que levou ao acordo histórico entre os Estados Unidos e o Talibã, assinado em Doha, no sábado. Conforme o tratado, os EUA, e aliados, devem remover todas as tropas do Afeganistão no prazo de 14 meses. Isso, desde que o Talibã respeite as cláusulas, que incluem as negociações com o governo em busca da paz permanente. Em entrevista coletiva em Cabul, Ghani afirmou que quer a paz para o país. “A redução da violência continuará com o objetivo de alcançar um cessar-fogo completo.”

Ghani disse ainda que o Talibã fora informado da decisão pelo chefe das forças americanas no Afeganistão, general Scott Miller. Por outro lado, um porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, declarou à agência de notícias AFP que eles comentariam “isso mais tarde.” Apesar de os conflitos não terem terminado por completo, a diminuição dos ataques do Talibã levou o povo do Afeganistão a ter esperança novamente. O clima nas ruas é de comemoração e mais segurança.

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