AES Tietê (TIET11) rejeita proposta de fusão da Eneva (ENEV3)

Osni Alves
Jornalista | osni.alves@euqueroinvestir.com
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Crédito: AES Tietê (TIET11) rejeita proposta de fusão da Eneva (ENEV3)

Empresa de geração de energia, a AES Tietê (TIET11) rejeitou proposta de compra por parte da Energisa (ENEV3). O comunicado ao mercado foi divulgado nesta segunda-feira (20).

O conselho de administração da AES decidiu por unanimidade. “Os termos e condições são inadequados ao melhor interesse da companhia e do conjunto de seus acionistas”, informou.

De acordo com o comunicado, há “incompatibilidade” entre seus negócios e estratégias e os da Eneva.

Dentre as razões pela rejeição, AES afirma ter planejamento estratégico em que consta a busca por geração de energia limpa e sustentável.

E reforça: “a Eneva tem seu modelo de negócios centrado na geração, exploração e produção de hidrocarbonetos, com foco na geração térmica baseada em gás natural e carvão mineral.”

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Incertezas e riscos

Conforme o documento, “há incertezas e riscos relacionados às atividades da Eneva, aos quais os acionistas da AES Tietê ficariam expostos.”

E segue: “um deles é a possibilidade de a exploração dos campos de hidrocarbonetos não atingir os resultados esperados, além da operação ainda deixar os acionistas expostos a mais riscos regulatórios.”

Segundo o conselho de administração, a relação de troca proposta pela Eneva não compensa os riscos elencados.

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Subavaliada

A AES afirma ainda que foi subavaliada pela Eneva e que a avaliação feita superestima as sinergias que seriam atingidas com a fusão.

Por fim, o informe ressalta que a operação poderia comprometer a distribuição de dividendos.

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Semana passada

Na última semana, Luiz Barsi, acionista minoritário da AES, havia se posicionado contra a fusão, dizendo que a empresa seria um “passarinho prestes a ser devorado” e a Eneva seria o predador.

A AES diz, no entanto, afirma que está aberta a receber uma nova proposta da Eneva e que ela deveria “contemplar, dentre outras melhorias, a possibilidade de liquidez integral para os acionistas” que não quiserem migrar para a Eneva.