AES Tietê (TIET11) diz que Eneva (ENEV3) fez oferta hostil

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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A AES Tietê (TIET11) afirmou, neste domingo (8), que a Eneva (ENEV3) realizou uma oferta hostil, ou seja, não solicitada.

No dia 1º de março, a Eneva enviou um documento para companhia paulista, no qual era proposta a fusão das duas empresas, que se daria pela incorporação de ações, onde a Eneva seria a detentora dos ativos, mas que, ao final, geraria uma entrega de ações da Eneva aos acionistas da AES, além de pagamento em dinheiro.

Diante disso, o Conselho de Administração da Tietê pediu à diretoria da companhia, que obtivesse propostas de assessores financeiros e legais para auxiliar na análise da proposta não solicitada.

A contratação de assessores será debatida em reunião extraordinária do Conselho de Administração na próxima sexta-feira (13), para posteriormente conduzir as medidas cabíveis.

A Eneva reiterou interesse em apresentar a proposta de combinação de negócios entre a empresa e a AES Tietê. Para isso, a companhia enviou uma nova carta para AES Tietê com o objetivo de engajar tratativas e reforçou o convite para apresentação e negociações sobre a fusão.

De acordo com o comunicado, a Eneva reforça sua convicção de que a combinação de negócios é uma oportunidade única de geração de valor para as companhias, seus acionistas, clientes, empregados e demais stakeholders, e que entende que essa visão foi corroborada com grande ênfase pelos atuais acionistas da Companhia e da AES Tietê, cujas ações tiveram alta na cotação em bolsa de 8,4% e 23,6%, respectivamente, no dia do anúncio da Combinação de Negócios, e acumulam valorização de 3,6% e 16,0%, respectivamente, desde então.

Segundo a Eneva, a fusão promoveria o fortalecimento da base de negócios do novo grupo econômico em relação aos perfis individuais de ambas as empresas, considerando o porte a ser assumido em termos de capacidade de geração de energia. Além disso, resultaria em uma plataforma diversificada, equilibrada e irreplicável, expandindo as captações renováveis.