Aéreas latino-americanas correm risco de falência em virtude do Covid-19, dia IATA

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
1

Crédito: Reprodução/Pixabay

Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) alertou nessa segunda-feira (6) que as companhias aéreas latino-americanas vão perder US$ 15 bilhões este ano com a pandemia do Covid-19, no que será conhecida como a pior crise da história do setor.

“O impacto que estimamos neste momento, baseados em números que temos até agora, é que a perda de receita equivale a 15 bilhões de dólares” na América Latina e no Caribe, disse durante uma conferência virtual o vice-presidente da IATA para as Américas, Peter Cerdá.

Além disso, ele apontou que há uma redução na demanda por passagens de 41% em comparação com o ano passado.

As informações são da agência de notícias AFP.

Perdas das aéreas

A IATA informa que as perdas nessa grande crise sem data para se encerrar já somam US$ 88 bilhões da região Ásia-Pacífico, US$ 76 bilhões na Europa, US$ 50 bilhões na América do Norte e US$ 19 bilhões no Oriente Médio. Com os US$ 15 bilhões na América Latina, o setor perdeu em todo o mundo US$ 249 bilhões nesse ano.

“As perdas se devem a que muitos países fecharam suas fronteiras para tentar conter a expansão do novo coronavírus”, dia a AFP. “Com isso, os voos se restringiram a alguns serviços de carga, como o transporte de insumos e de saúde, e viagens especiais para a repatriação de pessoas sem conseguir voltar a seus países de origem”.

“Esta é, sem dúvida, a maior crise da história do transporte aéreo. No passado, houve crises econômicas, regionais, inclusive outras pandemias ou (os ataques terroristas nos Estados Unidos de) 9/11, mas nenhuma teve a magnitude desta”, disse Cerdá.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

Por tabela, o setor hoteleiro e de turismo também sentiram fortemente o impacto.

Duração da crise

A grande questão é a duração da crise. Para a IATA, a maioria das empresas aérea só possuem fluxo de caixa para mais duas ou três semanas. “Muito poucas” poderiam suportar seis meses totalmente paradas.

“Vamos ter linhas aéreas que não vão estar em posição de reabrir no futuro, que estarão em falência”, antecipou.

“Vamos depender muito das medidas que os governos impuserem, mas sem o aporte econômico, é extremamente complexo que algumas companhias aéreas que temos hoje possam reiniciar algumas operações quando se reativar” concluiu.

LEIA MAIS
Delta Air Lines gasta US$ 60 milhões por dia para continuar operando durante pandemia

Aéreas terão prejuízos superiores a R$ 200 bilhões no 2º trimestre, prevê Iata