Aegea (AEGP23) reporta alta de 53% no lucro líquido do 3T20

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / Facebook / Aegea Saneamento

A Aegea (AEGP23) reportou nesta segunda-feira (9) lucro líquido de R$ 109,546 milhões no terceiro trimestre de 2020, o que representa 53,1% a mais do que os R$ 71,561 milhões aferidos no terceiro trimestre de 2019.

Além disso, a empresa apresentou crescimento de 2,1% ou R$ 12,1 milhões na receita líquida na comparação anual.

Dessa forma, passou de R$ 572,602 milhões para R$ 584,693 milhões agora.

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No mesmo período, as receitas de água cresceram 4,1% ou R$ 19,7 milhões, e as receitas de esgoto aumentaram 7,1% ou R$ 8,6 milhões.

Ebitda também cresce

O Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) também cresceu 2,1% no terceiro trimestre de 2020, em relação ao mesmo período de 2019.

Assim, atingiu R$ 344,9 milhões, um aumento R$ 6,9 milhões.

A margem Ebitida atingiu 59,0% neste trimestre, exatamente a mesma do terceiro trimestre de 2019.


Divulgação / Aegea

Captações da Aegea no 3T20

Primeiramente, a Aegea Saneamento captou com debêntures o montante de R$ 300 milhões, com vencimentos em 2023.

Já a Águas de Teresina captou Cédula de Crédito Bancário (CCB) no montante de R$ 200 milhões, com vencimentos também em 2023.

E a Águas de Timon captou CCB no total de R$ 50 milhões com os mesmos vencimentos.

Ou seja, no total, foram R$ 550 milhões no período.

Desafios impostos

“No trimestre, permanecemos enfrentando os desafios impostos pela pandemia global e, nesse momento, o acesso à água e esgoto tratados se torna ainda mais necessário e urgente”, disse a empresa em comunicado.

“Reforçando a nossa missão de contribuir com a universalização do saneamento no Brasil, atingimos no trimestre um importante marco em Teresina, capital do Piauí: a universalização da cobertura no abastecimento de água em apenas 3 anos de operação”, informou.

A evolução dos resultados operacionais e financeiros da Aegea reflete a implementação “bem sucedida” do Plano de Negócios.

Ele é ancorado na “expansão das redes de atendimento de água e esgoto, no aumento da eficiência operacional e na qualidade do serviço prestado para as mais de 3,0 milhões de economias atendidas pela companhia”.

Impactos

De acordo com a empresa, os principais fatores que contribuíram para o desempenho no trimestre foram o aumento do volume faturado; a aplicação da segunda parcela de revisão extraordinária de 3,90% nas tarifas de Águas Guariroba em janeiro 2020, decorrente de reequilíbrio econômico-financeiro aprovado em 2018; e a revisão, em janeiro, de 5,55% na tarifa em Prolagos decorrente da 3ª revisão quinquenal (reajuste tarifário em 5 parcelas a partir de 2016).

Além disso, foram importantes os reajustes ordinários de tarifa aplicados no período.

“Esses fatores foram parcialmente compensados pela redução nas Receitas de Contraprestação das PPPs de Serra e Vila Velha, em decorrência do menor volume de investimentos executado no período e pela redução nas receitas indiretas de água e esgoto, em função da interrupção dos cortes”, informou a companhia.

Volume faturado

No trimestre, o volume faturado total atingiu 113.845 mil metro cúbicos.

É um aumento de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O volume faturado de água apresentou uma elevação de 7,4% em relação ao mesmo trimestre de 2019.

Do total deste aumento, 59,3% refere-se a Águas de Teresina, Águas de Manaus e Águas Guariroba, e a parcela remanescente é relacionada à expansão da rede de cobertura e ao crescimento vegetativo das demais concessões.

De acordo com o balanço, o volume faturado de esgoto apresentou crescimento de 5,7% em comparação com os mesmos três meses do ano passado.

Basicamente em função do aumento ocorrido nas concessões Águas Guariroba, Serra, Mirante e Águas de Manaus, responsáveis por 71,4% do crescimento do volume faturado de esgoto no trimestre.

Leilões

O consórcio Aegea, representado pela corretora Ativa Investimentos, venceu em 20 de outubro a licitação da Parceria Público-Privada (PPP).

A companhia será responsável pelo esgotamento sanitário do município de Cariacica e de alguns bairros da cidade de Viana, na região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo.

Ademais, a Aegea, que tem como sócio o fundo soberano de Cingapura, também venceu, três dias depois, seu segundo leilão na mesma semana.

Assim, a Aegea levou também a concessão da PPP de serviços de esgoto em 68 cidades do Mato Grosso do Sul, organizado pela estatal local Sanesul na B3.

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