ADRs de companhias brasileiras recuam 3,29% em Nova York

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Flickr

Sem pregão na B3, por conta do feriado de Tiradentes, o desempenho das ações brasileiras nesta terça-feira (21) foi precificado por meio do desempenho dos ADRs (recibo de ações) de companhias brasileiras em Nova York.

O EWZ, principal fundo de índice (ETF) de ações brasileiras negociado em NY, terminou o pregão de hoje com perdas de 3,29%.

ADRs da Petrobras e da Vale recuaram na sessão de hoje em 3,51% e 2,50%, respectivamente.

Os recibos do principais bancos também caíram: o ADR do Bradesco cedeu 4,09% e do Itaú registrou queda de 4,71%.

Azul e Gol recuam

O ADR da Azul e da Gol foram os destaques negativos em Nova York, com as respectivas perdas 9,56% e 8,57%.

A queda no pregão de hoje ainda é reflexo da baixa sem precedentes dos contratos futuros de petróleo WTI.

Na sessão de ontem (20), a commodity estava sendo vendida a preços negativos porque os produtores temiam não terem onde estocar o petróleo.

Em outras palavras, as medidas restritivas adotadas devido ao coronavírus fizeram com que os volumes produzidos fossem superiores ao consumidos pelo mundo.

As notícias de flexibilização do isolamento social anunciadas em todo o globo não animaram os investidores.

Medidas para conter a queda do petróleo

A Arábia Saudita assegurou, nesta terça (21), que está disposta a colaborar para colocar um ponto final na pior crise do petróleo de todos os tempos.

Segundo informações apuradas pela Agência Reuters diretamente de Riad, o país assegurou estar pronto para tomar medidas junto à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e aos demais aliados para estabilizar o mercado o mais rápido possível.

“O país está interessado em alcançar a estabilidade do mercado de petróleo e compromete-se com a Rússia a implementar cortes de produção nos próximos anos”, informou o governo, em comunicado distribuído pela SPA, agência de notícias estatal.

Pelo lado dos EUA, espera-se um corte de produção no estado americano do Texas a qualquer momento.

Além disso, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje pelo Twitter que pretende estabelecer um plano para disponibilizar fundos à indústria americana de petróleo e gás.

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