Adeus, poupança: onde investir para parar de perder dinheiro? Confira!

Ronaldo Araújo
Engenheiro e Agente Autônomo de Investimentos, hoje me dedico a divulgar ensinamentos sobre como funciona a Previdência Privada. Acredito que com mais conhecimento é possível fazer melhores escolhas para a formação do patrimônio de longo prazo. Para saber mais acesse www.ronaldoaraujo.com.br
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Crédito: Pixabay

A renda fixa promete bombar em 2022. No entanto, muitas pessoas ainda desconhecem as alternativas de investimento desse mercado, ficando presas à velha caderneta de poupança. Com rendimento regulado por lei pelo governo, sua rentabilidade prejudica o investidor ao ficar abaixo da inflação.

Conheça neste artigo a seguir as principais opções para sair desse investimento horrível que é poupança.

Confira!

O que esperar da renda fixa em 2022?

O ano de 2021 foi fortemente impactado por uma inflação crescente, fruto da crise econômica causada pela pandemia.

Como forma de tentativa de frear esse avanço, o Governo Federal iniciou uma escalada na taxa básica de juros da economia, a Selic.

Nesse sentido, o Brasil foi o país que mais aumentou seus juros internos no ano, saindo de 2% para 9,25%

A consequência disso é uma maior atratividade dos títulos de renda fixa, pois se trata de um mercado que tem seus rendimentos atrelados a essa taxa: se ela sobe, o retorno das aplicações faz o mesmo.

Sendo assim, é normal esperar que a renda fixa brasileira continue atraindo investidores ao longo de todo o ano de 2022.

Quais são as modalidades de investimento em renda fixa?

Existem três tipos de rendimentos em papéis de renda fixa: o primeiro deles é o tipo prefixado. Nessa modalidade, a rentabilidade final é conhecida já no momento da aplicação.

Normalmente, seu rendimento é expresso em formato percentual, como 10% ao ano.

O segundo tipo é o pós-fixado. Nesse estilo, a única certeza é que o retorno será positivo, mas não se sabe o valor exato.

Isso ocorre porque a rentabilidade segue a taxa Selic e, como ela pode mudar a cada 45 dias por meio das reuniões do Copom – Comitê de Política Monetária, não é possível saber com exatidão seu valor final.

Por fim, existem os títulos híbridos. Eles nada mais são do que uma composição dos dois modelos apresentados anteriormente.

Possuem, portanto, uma parcela composta por rendimentos prefixados e outra de pós-fixados. Um papel clássico desse tipo são os títulos atrelados à inflação.

Quais são os grandes grupos de emissores de títulos de renda fixa?

Acompanhe a descrição dos títulos por cada grande grupo a seguir.

Governo Federal

O primeiro grande grupo emissores dos papéis da renda fixa é o próprio Governo Federal. Todo país tem a possibilidade de financiar suas dívidas por meio da emissão de títulos e o Brasil não é diferente.

Em nosso país, isso é feito por meio de uma plataforma chamada Tesouro Direto. Essa sistemática de investimentos torna o processo muito simplificado e acessível a qualquer investidor.

Outro ponto positivo são os baixos valores iniciais para fazer aplicações. É possível investir a partir de R$ 30,00 somente, o que faz com que seja uma ótima opção para deixar a velha poupança de lado.

Nessa plataforma é possível encontrar 3 títulos atualmente: o Tesouro Prefixado, no qual a rentabilidade final da aplicação já é conhecida no ato que se faz o investimento; o Tesouro Selic, que acompanha a taxa Selic e é considerado um título pós-fixado; e o Tesouro IPCA, um papel híbrido que apresenta rendimentos acima da inflação.

Instituições financeiras

O segundo grupo de emissores é composto pelas instituições financeiras, sobretudo os bancos. A essas empresas, é permitido emitir títulos para realizar a captação de recursos e efetuar seu empréstimo posteriormente.

Nada de errado com isso, muito pelo contrário, essa é a mecânica de funcionamento do mercado de crédito em qualquer país com economia saudável.

Nesse sentido, existem vários papéis por meio dos quais é possível investir em alternativa à poupança. O mais conhecido deles certamente é o Certificado de Depósito Bancário (CDB).

Trata-se de um título emitido por bancos no qual o investidor empresta seu dinheiro com a promessa de retorno futuro acrescido de juros.

Na verdade, esse é o conceito de todos os papéis de renda fixa.

Como alternativa ainda dentro desse grupo, temos as Letras de Crédito. Elas existem em dois formatos: o primeiro deles é a Letra de Crédito Imobiliária (LCI), cujo recurso deve ser aplicado obrigatoriamente em negócios relacionados a imóveis.

Já a outra é a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), com serventia a fomentar a expansão do agronegócio.

Vale ressaltar que todos esses papéis são cobertos pelo FGC, o Fundo Garantidor de Crédito.

Crédito Privado

Por fim, temos o terceiro grande grupo emissores de papéis da renda fixa. São as próprias empresas privadas. A elas, também é permitido captar recursos no mercado de crédito por meio da emissão de títulos.

Vale ressaltar que é preciso atender uma série de requisitos para que isso se torne possível. Dessa forma, é comum ver apenas grandes grupos econômicos fazendo esse tipo de emissão.

Um dos setores que faz uso desse meio para captar recursos e financiar suas atividades de expansão é o ramo de imóveis. Isso é conseguido pela emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários, os famosos CRIs.

Tratam-se de títulos de dívidas futuras que são trazidas a valor presente e “empacotados” por meio de uma securitizadora. Posteriormente eles são colocados no mercado para aquisição dos investidores.

Da mesma forma, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são negociados. No entanto, enquanto o primeiro financia as atividades do setor imobiliário, o segundo ampara as operações do agro brasileiro.

E não para por aí, pois o grupo de crédito privado pode ainda captar recursos emitindo papéis de dívidas conhecidas como debêntures. Elas geralmente possuem vencimentos mais longos e requerem aportes maiores.

Um papel especial nessa última categoria tem preferência no mercado: são as debêntures incentivadas. São títulos com a finalidade específica de financiar a execução de projetos de infraestrutura.

Do ponto de vista do investidor, esses papéis são interessantes porque seu rendimento é isento do pagamento de imposto de renda, o que aumenta os ganhos com a aplicação.

Investir em renda fixa é muito mais do que aplicar os recursos na poupança. Na verdade, esse é um investimento muito limitado, pois seus rendimentos são regulados por lei pelo governo brasileiro. Existem uma série de boas opções no mercado e, com um pouco de pesquisa, é possível encontrar ótimas alternativas que rendem mais que a velha caderneta de poupança.

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