Quais os setores ganham com o acordo Mercosul-União Europeia?

Carlos Henrique de S. e Silva
Carlos Henrique é especialista de investimentos certificado pelo CEA® e PQO®. Em sua trajetória esteve em grande instituições como o Banco Volkswagen, XP Investimentos e Banco Itaú. Hoje atuo como redator de conteúdo na EuQueroInvestir! e como assessor de investimentos.

Crédito: Montagem/ Reprodução

Depois de 20 anos desde a promulgação do termo de cooperação entre o Mercosul e União Europeia, habemos acordo de livre comércio! E o que você precisar saber sobre isso.

Com o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, quais os setores da economia serão os mais afetados? Aqui, vamos dissertar sobre os setores que mais ganham com o acordo. Teremos agora prateleiras de vinhos e queijos a preços acessíveis? E carros europeus a preços baixos? Primeiramente, vamos iniciar “ponto a ponto”.

O que é um acordo de Livre Comércio?

Um acordo de livre comércio facilita circulação de mercadorias entre países e blocos (e.g.: Mercosul, BRICS, União Européia) diminuindo tributos, delimitando regulações sanitárias e ambientais, focando em um ganho mútuo das partes.

A importância do livre comércio

Antes de tudo, o mais importante do acordo de Livre Comércio é a liberalização econômica entre os países do Mercosul e União Europeia.

Mesmo com a onda de nacionalismo e fechamento de fronteiras, que vêm tomando conta de muitos países pelo mundo, movimentos como esse acordo são importantes economicamente para criar um equilíbrio através do liberalismo econômico.

Por exemplo, cerca de 32 países envolvidos no Acordo Mercosul-União Europeia representam 25% do PIB global.

Como são delimitados os termos do Acordo de Livre Comércio

Os termos são delimitados a partir de cotas de exportação. Que nada mais é do que uma redução de tarifa dos “pacotes”, desde que se atenham às limitações. Um exemplo de cotas de exportação é a carne bovina, com o limite de 99 mil toneladas e o açúcar com 180 mil toneladas para o Brasil.

Tarifa zero acordo Mercosul-União Europeia

A União Europeia paga 35% de imposto de importação para enviar carros para os países do Mercosul.  A tendência é que essas taxas sejam zeradas com o tempo. Mas não se engane, isso não será uma mudança do dia para noite. Contudo, já vamos sentir os efeitos dessas mudanças. Já há quem esteja se preparando para os impactos positivos e negativos:

Os agricultores do Mercosul e União Europeia

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Os agricultores brasileiros, argentinos, paraguaios e uruguaios serão beneficiados em exportar os produtos para a Europa com menos resistências tarifarias. Porém, nem tudo são rosas. Deve haver um ajuste nas normas sanitárias e ambientais, o que requer tempo e investimentos em novas tecnologias agrícolas, delimitações que ainda não foram discutidas pelos países da União Europeia.

Já na Europa, principalmente na França – país com maiores ressalvas ao acordo – há o temor de que os produtos latinos inundem os mercados a preços baixíssimos o que preocupa e muito os produtores locais.

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Os produtores da União Europeia

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A União Europeia exporta produtos industrializados ao Brasil e aos outros países do Mercosul, podendo assim, termos uma mudança de paradigma no mercado brasileiro. Os produtos que antes eram pouco acessíveis, com tempo, serão cada vez mais comuns e baratos.

 

Se considera um investidor conservador? Então você está em risco de extinção!

O cenário econômico virou do avesso e o país já não é mais o mesmo.

As taxas de juros caíram à níveis jamais vistos no Brasil desde o final do governo Militar (imagem abaixo) e levaram os rendimentos de Renda Fixa para próximo de Zero (ou negativos no caso da poupança).

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A nova equipe econômica está incentivando novos investimentos no país, e com isso já não é mais possível ganhar dinheiro confortavelmente na poupança e em CDBs comuns. Por isso, estamos declarando a Extinção do Investidor Conservador.

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