Guedes e Alcolumbre fazem acordo para congelar salário de servidores

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).

Crédito: Roque de Sá/Agência Senado

Em acordo firmado entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AC), ficou acertado o congelamento dos salários e promoções de carreiras dos servidores públicos até dezembro de 2021. A medida será votada no Senado e depois encaminhada para a Câmara dos Deputados.

Caso aprovada, a medida terá validade para a União, Estados e municípios e prevê um impacto de R$ 179 bilhões. Desse montante, R$ 70 bilhões de economia para o Estados, R$ 62 bilhões nos municípios e R$ 47 bilhões na União, de acordo com levantamento feito pelo Estadão.

Alcolumbre, que é relator do projeto, deve apresentar o parecer até quinta-feira (30) e convocar uma sessão extraordinária para votar o texto ainda no sábado (2). Posteriormente, a proposta segue para votação na Câmara dos Deputados.

Contribuição ao Brasil

Em coletiva realizada ontem (27), o ministro Paulo Guedes já havia declarado que era a hora dos servidores públicos darem a “sua cota de contribuição ao Brasil”. “O funcionalismo precisa mostrar que está com o Brasil, eles vão colaborar, eles vão ficar sem pedir aumento por um tempo. Não vamos tirar direito, mas, por atenção aos brasileiros, não peça aumento por 1 ano e meio, contribua com o Brasil”, declarou o ministro.

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