Acordo EUA e China pode desmoronar em um ano, diz consultor

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução / GettyImages

O acordo comercial entre Estados Unidos e China é frágil e pode desmoronar em um ano. A opinião é de Richard Martin, diretor-gerente da IMA Ásia, que afirmou à CNBC acreditar que há duas razões principais pelas quais o acordo pode chegar ao fim: histórias de sucesso limitadas nas tentativas de acordos entre os dois países feitas no passado, e brechas no acordo que permitem aos EUA e à China abandonar o que ficou combinado.

Ele acredita que há 50% de chance de a fase um do acordo sobreviver por um ano, mas que ela cai a 25% no segundo ano.

“Há um histórico muito ruim sobre os fluxos comerciais exigidos pelo governo, e é isso que temos agora”, afirma. “Não queremos que governos digam qual o volume correto de comércio, isso deve ser dito pelos mercados”, complementa.

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Ele também salientou que não há garantias robustas no acordo de que ele será mantido mesmo que infrações sejam cometidas. Também não há penalidades previstas, o que libera os dois países a abandonar o acordo a qualquer momento.

No curto prazo, ele avalia, o acordo é válido porque dá alguma sinalização ao mercado de para onde seguir. Mas, no longo prazo, muitos de seus clientes não parecem muito otimistas, diz.