Após acordo de paz, EUA atacam pela primeira vez talibãs no Afeganistão

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução Amber Clay/Pixabay

Na quarta-feira (04), as tropas norte-americanas no Afeganistão bombardearam combatentes talibãs. O ataque foi realizado para defender as forças de seguranças afegãs, segundo o governo dos Estados Unidos. Este foi o primeiro ataque, desde que os EUA assinaram um acordo histórico, que prevê a retirada das forças militares norte-americanas do Afeganistão. Segundo informações do portal Deutsche Welle, DW Brasil.

Sonny Legget, porta-voz das forças militares dos EUA publicou no twitter a seguinte mensagem:  “Os EUA realizaram um bombardeio aos combatentes talibãs que estavam atacando um posto de controle das forças de segurança afegãs na província de Helmand. Este foi nosso primeiro bombardeio contra o Talibã em 11 dias”.

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De acordo com Legget, no dia 3 de março foram realizados 43 ataques pelo talibãs, nos postes de controle das forças de segurança afegãs. “Os líderes talibãs prometeram à comunidade internacional que reduziriam a violência e não aumentariam os ataques. Pedimos aos talibãs para que parem com os ataques desnecessários e honrem os seus compromissos. Como temos demonstrado, defenderemos os nossos parceiros quando necessário”,  declarou o coronel Sonny dos EUA.

Mas, em novas mensagens publicadas na rede social, Legget tentou amenizar o tom para a situação: “Para ser claro, estamos comprometidos com a paz, mas temos a responsabilidade de defender os nossos parceiros das forças de segurança afegãs. Os afegãos e os EUA honraram os seus acordos, no entanto, os talibãs parecem estar dispostos a desperdiçar esta oportunidade”.

Situação foi inesperada ao EUA

O bombardeio foi inesperado devido a Donald Trump, presidente dos EUA, ter anunciado que sua conversa realizada com os líderes talibãs foi boa. Segundo Trump, Mullah Abdul Ghani Baradar concordou que não haveria violência após assinatura do acordo.

Os Estados Unidos concordaram em reduzir o número de militares no Afeganistão. De 14 mil para 8.600 até o mês de julho. A retirada foi planejada para ser feita aos poucos, nos próximos meses. Conforme o Talibã passasse a cumprir sua parte no acordo.

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