Os acontecimentos da semana e impactos no mercado

Paulo Filipe de Souza
Colaborador do Torcedores
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Mesmo em meio ao receio do mercado com o coronavírus e a queda histórica no preço do petróleo, a bolsa brasileira deu sinais de recuperação e subiu.

No Brasil, a semana foi mais curta por conta do feriado, mesmo assim a bolsa teve recuperação e quase atingiu 82 mil pontos. As altas também aconteceram na Bolsa de Nova York e da Europa.

Até mesmo o barril de petróleo futuro que estava em forte queda, na quarta-feira, já apresentava altas.

O cenário positivo no Brasil mudou um pouco nas últimas 24h, com a crise política entre o antigo Ministro da Justiça e o presidente Jair Bolsonaro que ganhou os principais noticiários.

As revelações feitas por Sérgio Moro fizeram a bolsa brasileira cair mais de 9%. As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) caíram mais de 8%. Enquanto isso o dólar alcançou uma nova marca histórica. A moeda saltou 3%, chegou a ser cotado a R$ 5,70. A saída do ministrou trouxe diversas incertezas para o mercado brasileiro.

No cenário global, os mercados começaram o último dia desta semana em cautela. As bolsas da Ásia fecharam em baixa e as da Europa abriram em queda. Isso porque os testes foram insatisfatórios para Remdesivir, uma das apostas de medicamento contra o coronavírus.

No Brasil e no mundo, aumentou o número de países e estados que divulgaram e passaram a adotar uma agenda de flexibilizações. Na próxima semana, novas liberações devem ser divulgadas.

A agenda da próxima semana

A agenda econômica da próxima semana no país deve ser o desenrolar dos impactos da demissão de Sérgio Moro. A saída aumenta as incertezas dos investidores sobre o processo de recuperação do país, e pode ser lida também como um enfraquecimento do ministro Paulo Guedes.

O noticiário já fala de ruídos entre o presidente e o Ministro da Economia. A causa seria um programa para impulsionar o crescimento econômico com recursos públicos, coordenado pela Casa Civil, sem a participação do Ministério da Economia. Os detalhes do programa devem ser divulgados na próxima semana.

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Não na próxima semana, mas sim na seguinte, o Comitê de Política Monetária vai se reunir. A expectativa é de novos cortes na Taxa Selic. Até a reunião, o mercado deve aguardar os próximos passos da taxa de juros. Por isso, a próxima semana deve ser de expectativas de se teremos um corte na taxa de juros e de quanto será.

Outro fato que deve movimentar a próxima semana é a temporada de balanços do 1º trimestre das empresas. Mais importantes que os balanços financeiro que vão apresentar os impactos iniciais do coronavírus, o mercado vai observar de que forma as empresas devem enfrentar a crise do coronavírus.

No cenário global, na próxima semana mais resultados de tratamentos e remédios para o coronavírus devem ser divulgados. O avanços dos estudos diminuem as incertezas do mercado financeiro.

Mas o que deve impactar a agenda da próxima semana é como o Brasil vai encarar e enfrentar a pandemia. Outro fator que vai determinar a agenda do mercado brasileiro é o desenrolar da crise política do governo.