Ações preferidas da Verde: BRDT3, RENT3, EQTL3, MGLU3 e SULA11

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Crédito: Divulgação/ Fundo Verde

Embora as maiores apostas da gestora de recursos Verde Asset Management estejam nos EUA, algumas ações no Brasil contam com boas perspectivas.

Sócio e gestor de estratégia, Luis Stuhlberger diz estar otimista com o mercado acionário americano, especialmente com o S&P 500.

Entretanto, ele alertou que, quanto as coisas estiverem mais visíveis, os preços dos ativos serão outros, tanto nos EUA quanto no Brasil.

Preferências

Durante uma live promovida pela XP Investimentos, neste sábado (18), a Verde revelou suas preferências no mercado brasileiro.

São elas: BR Distribuidora (BRDT3), Localiza (RENT3), Equatorial (EQTL3), NotreDame Intermédica (GNDI3), Sulamerica (SULA11), Hapvida (HAPV3) e Magazine Luíza (MGLU3).

“Nossa carteira entrou na crise mais defensiva, mas hoje, muita ação sofreu demais, como em consumo e varejo”, disse o gestor de estratégia multimercado e previdência da Verde, Luiz Parreiras.

Segundo ele, as empresas podem perder parte de seus lucros pelo período de seis meses a um ano.

No entanto, diz Parreiras, é preciso avaliar o longo prazo.

“Estamos tentando achar bons valores, de empresas que sofreram demais com a queda do mercado no curto prazo”, acrescentou.

Verde: consumo

Parreiras cita empresas, na área de consumo, como a BR Distribuidora e Localiza.

“É uma empresa incrível, que nunca havíamos investido de forma relevante pois era cara. Mas o pessoal não vai parar de andar de carro? Agora (sim)! Depois as coisas retomam. Era um investimento que não tínhamos no passado”, afirmou Parreiras, sobre a Localiza.

Verde: online e energia

Outro segmento de aposta é o de vendas por meio da internet, onde os principais nomes são Magazine Luíza e Mercado Livre.

Ambas companhias contam com uma estrutura de vendas online mais consolidada do que seus pares e se beneficiam do cenário de aumento do e-commerce.

Na área de energia, a preferida é o papel da Equatorial.

Verde: saúde

Por fim, no segmento de saúde, as apostas são em NotreDame Intermédica, Sulamerica e Hapvida.

“Há o problema do Covid-19, mas ninguém está se operando, indo fazer exames ou qualquer outro procedimento. Essas companhias têm o lado ruim, mas um monte de custos não estão tendo”, disse.

Auto-crítica

Em carta divulgada no dia 20 de março, a Verde já havia feito uma auto-crítica de seus erros.

Já na live da XP, Stuhlberger destacou que a carteira da Verde contava com cerca de 30% de sua alocação na bolsa brasileira, ante da crise do Covid-19.

Conforme ele, após a quarta-feira de cinzas, quando os mercados começaram a desabar, diante do avanço da pandemia do novo coronavírus, veio a decisão errada.

“A bolsa não estava barata, mas tínhamos boas perspectivas de crescimento após as reformas, com inflação e juros baixos”, disse na live.

“Fomos pegos muito otimistas com a bolsa brasileira”, ressaltou.

“Eu poderia ter vendido e admiro quem teve cabeça fria de chegar na quarta-feira de cinzas e vender (com o Ibovespa) a 105 mil, depois que tinha caído de 115 mil pontos.”