Quais ações são influenciadas pela nova guerra entre China e EUA

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Infomoney - Shutterstock

No começo da semana, o presidente norte-americano, Donald Trump voltou a acusar os chineses de terem causado a propagação do coronavírus por um “erro”, mesmo sem especificar qual seria a falha.

“Acho que eles cometeram um erro horrível e não quiseram admitir”, afirmou à Fox.

Trump também ameaça não concretizar os cortes de tarifas a produtos chineses determinados pela primeira fase do acordo comercial fechado entre os dois países em janeiro.

Pelo acordo, a China se comprometia a comprar mais produtos dos EUA e, em contrapartida, os EUA reduziriam impostos sobre importações chinesas.

Isso tudo fez azedar o humor dos mercados. Diante disso, conversei com especialistas em investimento da EQI Investimentos, para entender quais ações brasileiras serão mais impactadas pela nova disputa entre China e Estados Unidos.

Mercado brasileiro

Segundo André Arantes, assessor de investimentos da EQI, o mercado brasileiro é muito pautado em commodities, esse tipo de conflito afeta diretamente as commodities e impacta nossa bolsa negativamente.

A visão Paulo Filipe, assessor de investimentos da EQI, vai de encontro com seu colega. “O grande temor do mercado agora é que o acordo comercial seja cancelado. Isso impacta muito commodities e acaba gerando efeitos em algumas empresas”, disse o assessor.

Caso realmente haja uma ruptura no acordo comercial entre EUA e China, “as ações mais impactadas são as ligadas a commodities, como siderurgia e mineração” afirmou Arantes.

Para Paulo Filipe, as empresas vinculadas ao comércio chinês acabarão sofrendo mais, como Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4) e Suzano (SUZB3).