Petrobras, Vale, JBS e B3 são campeãs de recomendações em dezembro

Weslley Almerindo
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Guia de Investimentos

Em um levantamento feito com 13 casas de análises, a Petrobras se destaca como a mais recomendada em dezembro, seguida pela B3, JBS, Vale e Pão de Açúcar. Dessa forma, cabe avaliar melhor cada um desses papéis que estão em destaque nesse último mês do ano de 2019.

Contextualização inicial

Com seis recomendações cada, as gigantes B3 e JBS representam novidades nas indicações deste mês. Assim, no primeiro caso, há uma avaliação positiva sobre a Bolsa e sobre o ambiente de negócios para investimentos.

Dessa forma, com a queda constante da taxa de juros, a renda variável ganha cada vez mais espaço em busca de rentabilidade maiores. Nesse raciocínio, a repercussão no balanço da bolsa é certa.

“Acreditamos que há espaço para revisão de projeções de lucros das empresas em um ambiente de juros mais baixos e atividade acelerando”, diz a XP, em relatório.

Em soma, a casa acredita que o Ibovespa irá encerrar o ano de 2020 em 140 mil pontos.

Em relação a JBS, sua evidência fica cada vez mais clara com a alta de preços da carne, haja vista a peste suína africana.

Nessa perspectiva, a importação de carne brasileira, pelos outros países, tende a aumentar cada vez mais e, consequentemente, o preço também.

Dessa maneira, frigoríficos como a JBS ganham um enorme destaque, não se esquecendo da alta de 150% que as suas ações já possuíam até novembro deste ano.

Embora a Petrobras tenha fechado novembro em uma baixa de 3,5%, ela continua estando 8% acima do Ibovespa, haja vista a sua apreciação de 31% contra 23%. Somado a isso, há quem considera que os papéis seguem descontados, o que justifica a recomendação da compra.

Petrobras (PETR4)

Considerada a queridinha do ano entre os analistas, com 8 recomendações, a ação da Petrobras foi a mais recomendada para o mês de dezembro.

Com os papéis da companhia em sua carteira desde agosto, a Rico Investimentos diz, em relatório, que a estatal possivelmente pode vender refinarias, o que traria um lucro maior.

Além disso, o plano de abertura do mercado de gás natural do ministro da economia, Paulo Guedes, pode alavancar um bom valor para as ações.

Já na avaliação da Socopa, as ações da estatal estão descontadas, isto é, estão com um preço baixo e a companhia deve continuar demonstrando melhoras em seu resultado operacional.

Dessa forma, a alocação de capital, estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional e a manutenção da política de paridade de preços são fatores que embasam essa análise.

B3 (B3SA3)

Em um empate de 6 recomendações com a JBS e a Vale, a ação da Bolsa brasileira é novidade na carteira da Terra Investimentos para este mês.

Dessa maneira, os analistas da casa baseiam suas expectativas de melhoras para os resultados da Bolsa no quarto trimestre em um aumento do número de IPOs e follow-on.

Nesse sentido, o preço-alvo estimado para as ações da B3 é de R$ 55 em 12 meses, o que acarreta em um potencial de alta de 14,3% em relação ao fechamento do dia 29 de novembro.

Na mesma lógica, a Bradesco Corretora dá destaque a solidez financeira e o compromisso de retorno de caixa da B3 para os acionistas.

Ademais, o ambiente de juros baixos e o crescimento econômico deve manter o investidor com apetite ao risco, beneficiando os resultados na renda variável.

JBS (JBSS3)

A JBS é uma novidade na carteira de algumas casas como a Genial e a Necton Investimentos, que destacaram a peste suína africana na cadeia mundial de proteínas como impulso para as empresas brasileiras do setor.

Desse modo, em novembro o papel da JBS teve alta de 0,67%.

“Acreditamos que os efeitos da peste suína africana devem perdurar ainda em 2020 e, por conta da sua atuação global, que representa mais de 70% do faturamento, a JBS deve se beneficiar de preços mais inflacionados das proteínas e maiores exportações”, escreveu a equipe de análise da Necton.

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Já para outras casas a JBS é um investimento favoritado, como a Rico que diz acreditar que os menores riscos de governança, acrescidos de uma forte entrega de resultados e possível listagem de ações nos EUA, podem continuar impulsionando os papéis.

Vale (VALE3)

Os papéis da Vale são novidade na seleção de ativos recomendados da XP para este mês. Nessa perspectiva, uma das principais justificativas dada pelos analistas foi o fato de a companhia estar negociando abaixo de seus pares australianos e de seus níveis históricos.

“Seguimos otimistas com relação à geração de caixa (esperamos retorno com fluxo de caixa livre em torno de 14% em 2020), na esteira de preços saudáveis do minério de ferro e custo de caixa mais baixo olhando para frente”, destaca a instituição financeira.

Em acréscimo, a Elite Investimentos cita a possibilidade de aumento na demanda de minério em 2020, bem como a capacidade de oferta que a Vale vem reconquistando desde a tragédia de brumadinho, em janeiro.

Pão de Açúcar (PCAR4)

O Pão de Açúcar foi a companhia com menos recomendações para o mês de dezembro, sendo indicada por 5 das 13 casas de análises.

Ainda sim, a empresa entrou na carteira da Bradesco Corretora que deu destaque aos fortes resultados da companhia. Somado a isso, foi destacado a conclusão da oferta pública de ações (OPA) da colombiana Éxito, como parte do processo de reorganização das companhias de Casino na América Latina.

“Isso é amplamente positivo para o Pão de Açúcar, pois deixa a empresa mais próxima de sua migração para o Novo Mercado da B3, o que vai diminuir as preocupações dos investidores sobre a governança corporativa do GPA”, escreveu a equipe de análise.

Por fim, uma outra novidade importante para o grupo, segundo os analistas da Bradesco, é a joint venture do programa de fidelidade criada em parceria com a RD (ex-Raia Drogasil), que visa “aproveitar a capilaridade das duas empresas e aumentar o uso recorrente pelos principais clientes”.