Aço: setor tem 2019 abaixo das expectativas e prevê retomada para 2020

Fernando Augusto Lopes
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Crédito: Alexandre Mota / Reuters

A indústria do aço no Brasil enfrentou um 2019 “abaixo das expectativas”, segundo o Instituto Aço Brasil, que representa o setor. A sonhada recuperação, entretanto, pode vir em 2020. Mas há riscos – e o anúncio feito pelo presidente Donald Ttump e o da União Europeia sinaliza um alerta para o setor.

Sem esse quadro de imposição de tarifas, o Instituto prevê queda de 8,2% na produção neste ano em relação a 2018, totalizando 32,5 milhões de toneladas, o que representa recuo de 2,3% nas vendas no mercado interno, com 18,5 milhões de toneladas.

Ainda na mesma comparação de período, as importações devem aumentar 2,1%, com 2,5 milhões de toneladas, e as exportações devem cair 6,7%, para 13 milhões de toneladas. O consumo aparente, que é a soma da produção interna e das importações menos as exportações, deve ter queda de 2,4%, com 20,7 milhões de toneladas.

Reflexo da economia

O setor acredita que essa queda se deu por causa da lenta retomada da economia: “mercado interno deprimido no primeiro semestre, mercado externo em turbulência associado aos problemas enfrentados no abastecimento de minério de ferro, devido à tragédia de Brumadinho, levaram a indústria brasileira do aço a apresentar resultados abaixo das previsões”, diz a entidade. em nota divulgada nesta quinta-feira, dia 5.

Esperança em 2020

Entretanto, a retomada pode estar ali, a partir de 2020. É o que espera o setor: alta de 5,3% na produção e um aumento de 5,1% nas vendas internas.

Tal otimismo se justifica pelas reformas feitas pelo governo, que devem, segundo o Instituto, “assegurar as condições necessárias” para que a economia cresça de forma sustentável. A aposta é na reação da construção civil e a expectativa de retomada das obras de infraestrutura.

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Exportações

Porém, há riscos. A indústria destaca a “necessidade absoluta” de aumentar as exportações para melhorar o grau de uso da sua capacidade instalada, hoje em 64%, nível considerado “extremamente baixo”.

Acontece que essa necessidade se vê diante do anúncio desolador da intenção dos Estados Unidos em sobretaxas o aço brasileiro. Donald Trump anunciou, via Twitter, na segunda-feira (2,) que seu país vai retomar a imposição de taxas sobre o aço comprado do Brasil e da Argentina. A justificativa é que os dois países estão forçando a desvalorização de suas moedas para exportarem mais.

A União Europeia, em consequência, também ameaça aumentar as barreiras ao aço do Brasil.

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