Em ritmo chinês: setor de aço e siderurgia tem maior crescimento desde outubro de 2018

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Nos últimos meses, o mercado do aço vem crescendo de forma acentuada. Geralmente, este segmento acompanha a evolução do Produto Interno Bruto (PIB). Porém, não é isto que vem ocorrendo. Enquanto o PIB deve crescer algo em torno de 5% ao fim deste ano, a produção de aço deve ter um aumento de 11,3%.

Dados do Instituto Aço Brasil, relativos ao primeiro trimestre mostra que desde janeiro, o faturamento só aumenta. Em janeiro, atingiu algo em torno de R$ 12,4 bilhões. Em fevereiro, passou para R$ 13,6 bilhões. Em março, chegou a R$ 16,8 bilhões.

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No acumulado dos três primeiros meses, o faturamento atingiu R$ 43 bilhões ante R$ 23,3 bilhões do mesmo período do ano passado. Isto significa que houve um aumento de 84%.

A capacidade produtiva das usinas está em 75%. Para ter uma ideia, no período pré-pandemia de covid-19, o nível de produção era de 63% da capacidade instalada.

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Aço e siderurgia: maior produção desde outubro de 2018

Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil, informou que o patamar de produção em maio foi o maior desde outubro de 2018.

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De acordo com ele, no acumulado de janeiro a maio de 2021, a produção alcançou 14,9 milhões de toneladas. Isto representa um aumento de 20,3% frente ao mesmo período do ano anterior, a maior da série histórica.

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Aço

Em maio, as vendas internas atingiram 2,1 milhão de toneladas. O que significa um crescimento de 73,9% frente ao apurado em maio do ano passado.

Já o consumo aparente de produtos siderúrgicos, em maio, foi de 2,5 milhões de toneladas, apresentando crescimento de 83% em relação ao verificado no mesmo período de 2020.

As vendas internas, nos primeiros cinco meses do ano, foram de 10 milhões de toneladas. Representando uma alta de 46,4% em relação ao mesmo período de 2020.

O consumo aparente de produtos siderúrgicos, na mesma base de comparação, foi de 11,5 milhões de toneladas. Acumulando então, alta de 50,7% frente ao registrado no mesmo período de 2020. De acordo com o executivo, este é o maior volume desde outubro de 2013.

“Esses dados mostram que a indústria brasileira do aço está produzindo e colocando no mercado interno mais aço do que vinha sendo demandado antes da pandemia”, ressaltou Mello Lopes, ao site do instituto.

“Não há qualquer situação de excepcionalidade no mercado doméstico de aço. O fornecimento está normalizado. As empresas siderúrgicas estão em ritmo de produção superior àquele verificado no período anterior ao início da pandemia”, completou.

Demanda forte até o fim do ano

Aline Cardoso, gestora de renda variavel da EQI Asset, explicou que a demanda deve permanecer aquecida até o fim do ano. De acordo com ela, isto reflete a recuperação da atividade.

Graças a fatores como a normalização da mobilidade, do cenário de juros ainda baixos e do movimento de restocagem.

Porém, ela aponta que os preços no mercado doméstico devem ter uma reavaliação.

“Dado a queda de preços de minério e aço no exterior e o atual prêmio de preços de aproximadamente 20% do aço brasileiro versus o aço importado, acreditamos que os atuais preços domésticos não são sustentáveis”, enfatizou.