Acionista da AES Tietê (TIET11) questiona fusão com Eneva (ENEV3)

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Pixabay

O maior acionista individual da AES Tietê, Luiz Barsi Filho, se manifestou contrário à proposta de fusão com a Eneva em carta aos acionistas minoritários, de acordo com o Valor Investe.

Ele comparou a AES Tietê a um passarinho que está prestes a ser devorado pela por um “exímio predador”.

A Eneva fez uma oferta hostil de fusão à companhia no começo de março, e desde então as empresas estão em negociação.

Dividendos

Barsi, que detém 2,5% das ações, questiona a proposta da Eneva de não remunerar os acionistas, mesmo depois de ter passado por um processo de “turnaround”, enquanto a AES Tietê é lucrativa e tem uma política clara de distribuição de proventos.

De acordo com o jornal, a carta de Barsi é importante porque a AES Corp não têm poder de vetar a transação, que pode ser aprovada pelos acionistas preferências, pelo fato de a Tietê pertencer ao Nível 2 de governança corporativa da B3.

Caso o negócio seja concluído, a participação de Barsi na companhia seria diluída.

Tendência mundial

O investidor também ressalta a atuação da Eneva em geração termelétrica a gás, que é altamente poluente, ao passo que a Tietê investe em energia renovável. Ele questiona se seria interessante “conflitar” com essa tendência mundial do setor.

Para ele, uma fusão poderia ser interessante para a companhia, porém em outro momento e não com a Eneva.