Abras: vendas em supermercados sobem 5,63% de janeiro a maio

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) informou nesta quarta-feira (15) que de janeiro a maio o setor supermercadista acumulou alta real de 5,63% nas vendas, comparando-se com o mesmo período de 2019.

Esse resultado já desconta a inflação oficial no período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No mês de maio, o setor registrou crescimento de 11,93% em relação a maio do ano anterior, e alta de 3,75% na comparação com abril.

“Com a chegada da pandemia do coronavírus e o isolamento social as pessoas intensificaram suas compras de abastecimento com o intuito de estocar produtos e sair menos de casa”, lembra o presidente da Abras, João Sanzovo Neto.

De fato, como supermercados foram colocados corretamente por todos os governos estaduais e municipais como “serviço essencial”, o aumento nas vendas já era esperado.

Evolução das vendas

Já descontada a inflação, até fevereiro, quando surgiu o primeiro caso oficial de coronavírus no país (dia 26), as vendas acumulavam alta de 10,35%.

Esse pico caiu bruscamente para 4,80% em março, quando surgiram as primeiras mortes, os casos começaram a se acumular e o poder público começou a decretar medidas de restrição de circulação.

Como “serviço essencial”, o acumulado seguiu crescendo em abril, para 5,15%, e em maio, para 5,63%.

Efeitos da pandemia

Sanzovo destaca as medidas do governo federal para amenizar os impactos da pandemia na economia.

Entre elas, o auxílio emergencial de R$ 600, que tem refletido no crescimento das vendas dos supermercados.

Afinal de contas, a maioria está usando esse dinheiro para se alimentar.

Entretanto, ele alerta que “muitas empresas, para garantir a sobrevivência dos seus negócios precisaram demitir, aumentando a taxa de desemprego, que seguia em lenta recuperação”.

“O Brasil está entrando em uma séria recessão econômica, assim como a maioria dos países do mundo que foram afetados pelo novo coronavírus”, lembra.

Para a retomada da economia ele elenca que serão necessários subsídios do governo às empresas que ficaram fechadas, desburocratização do ambiente de negócio, redução das tributações e taxas de juros para incentivar novos investimentos e contratações no varejo.