ABPA: coronavírus encontrado em frango na China estava na embalagem

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação/ABPA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) emitiu nota oficial nesta quinta-feira (13) para explicar como um lote de frango do Brasil exportado para a China testou positivo para coronavírus.

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Segundo a entidade que representa os frigoríficos nacionais, os traços detectados estavam na embalagem. A forma como a contaminação ocorreu, no entanto, segue sem solução.

“Ainda não está claro em que momento houve a eventual contaminação da embalagem, e se ocorreu durante o processo de transporte de exportação”, diz parte da nota da ABPA.

O Ministério da Agricultura por sua vez, avisou que, até o presente momento, não recebeu qualquer notificação das autoridades chinesas, e que espera uma posição da Administração Geral de Alfândega da China (GACC).

“Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há comprovação científica de transmissão do vírus da COVID-19 a partir de alimentos ou embalagens de alimentos congelados”, disse o ministério, em nota oficial.

O lote com coronavírus

Segundo a prefeitura de Shenzhen, o lote contaminado pelo coronavírus pertence ao frigorífico Aurora, de Santa Catarina.

Esse frigorífico, curiosamente, não faz parte da lista de outros seis que já estão com as exportações suspensas para a China justamente por preocupações com o novo coronavírus.

Em contato com a Associação Catarinense de Avicultura, o portal G1 obteve a resposta de que “o processo produtivo é seguro e o setor está em contato com a China”.

Exportações comprometidas?

A carne de frango do Brasil registrou uma queda em suas exportações no último mês de julho – 5,7% na comparação com junho -, ou 364,6 mil toneladas, de acordo com a ABPA.

As receitas também caíram na comparação com 2019, retraindo US$ 498,2 milhões, ou 25% em termos percentuais.

De acordo com o órgão, o Brasil era o principal fornecedor de frango congelado para a China até 2017, com um montante de aproximadamente US$ 1 bilhão por ano em receita.

Desde então, Tailândia, Argentina e Chile, pela ordem, tomaram algumas fatias do mercado brasileiro, que pode ficar ainda menor por conta do medo da contaminação da carne pelo coronavírus.

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Íntegra da nota do Ministério da Agricultura

Esclarecimento sobre suposta detecção de coronavírus na China em asa de frango importada do Brasil

Na manhã de hoje, foi publicada nota no site do município de Shenzhen, província de Guangdong, com informações da autoridade sanitária local sobre uma suposta detecção de ácido nucleico do coronavírus na superfície de uma amostra de asa de frango congelada, oriunda de um lote importado do Brasil.

Segundo a nota, outras amostras do mesmo lote foram coletadas, analisadas e os resultados foram negativos.

O Escritório de Prevenção e Controle de Epidemiologia de Shenzhen informou que todas as pessoas que manusearam ou entraram em contato com o material testaram negativo para a COVID-19.

Ainda na noite de ontem, após notícia veiculada na imprensa da província chinesa, o MAPA acionou imediatamente a Adidância Agrícola em Pequim, que consultou a Administração Geral de Aduanas da China – GACC buscando as informações oficiais que esclareçam as circunstâncias da suposta contaminação.

Até o momento, o MAPA não foi notificado oficialmente pelas autoridades chinesas sobre a ocorrência.

O MAPA ressalta que, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há comprovação científica de transmissão do vírus da COVID-19 a partir de alimentos ou embalagens de alimentos congelados.

O MAPA reitera a inocuidade dos produtos produzidos nos estabelecimentos sob SIF, visto que obedecem protocolos rígidos para garantir a saúde pública.

Íntegra da nota da ABPA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que o setor produtivo está analisando as informações de possível detecção de TRAÇOS DE VÍRUS em EMBALAGEM de produto de origem brasileira, feita por autoridades municipais de Shenzen, na China.

Ainda não está claro em que momento houve a eventual contaminação da embalagem, e se ocorreu durante o processo de transporte de exportação. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil está em contato para esclarecimentos com o GACC (autoridade sanitária oficial da China), que fará a análise final da situação.

A ABPA reitera que não há evidências científicas de que a carne seja transmissora do vírus, conforme ressaltam a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Ao mesmo tempo, o setor exportador brasileiro reafirma que todas as medidas para proteção dos trabalhadores e a garantia da inocuidade dos produtos foram adotadas e aprimoradas ao longo dos últimos meses, desde o início da pandemia global.

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