Ambev (ABEV3) e Mitre (MTRE3) informam operações de swap de fluxos financeiros

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Giselle Ulbrich/Tribuna do Paraná.

A Ambev informou que irá realizar operações de troca de fluxos financeiros futuros (equity swap) em contratos com instituições ainda a serem definidas, usando como referência e lastro as ações da companhia ou ADRs.

De acordo com comunicado ao mercado, a liquidação do equity swap ocorrerá no prazo máximo de 18 meses e os contratos poderão acarretar a exposição em até 65 milhões de ações ordinárias ou ADRs, com valor limite de até R$ 1 bilhão.

A Ambev afirma que o equity swap permitirá à companhia receber a variação de preço relacionado às ações de sua emissão negociadas em bolsa ou ADRs e pagar CDI ou LIBOR acrescido de uma taxa, durante a vigência do contrato, conforme o caso.

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A finalidade da operação é neutralizar os eventuais efeitos da oscilação das cotações no âmbito de seus planos de remuneração baseada em ações.

Já a Mitre comunicou que acertou com o Fundo de Investimento Credit Suisse Próprio a celebração de um ou mais contratos de troca de fluxos financeiros futuros de liquidação financeira, tendo também como referência suas ações.

O prazo máximo será de 18 meses no valor de até R$ 25 milhões, o que representa a exposição de até 2.517.623 ações. A Mitre destacou que, como os contratos preveem liquidação financeira, não haverá aquisição ou alienação de ações.

O objetivo de celebração dos contratos de swap envolvendo operações com derivativos é “capturar a valorização das ações face à depreciação que, na opinião da administração, não reflete os valores reais da companhia”.

BrasilAgro (AGRO3) compra área no Piauí por R$ 25 milhões

A BrasilAgro informou que comprou uma área de 4,5 mil hectares na cidade de Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, por aproximadamente R$ 25 milhões, sendo um pagamento inicial de R$ 11 milhões e o restante em três parcelas anuais iguais.

Do total da área, 2,9 mil hectares são agricultáveis a serem desenvolvidos, com aptidão para o cultivo de grãos. Os 1,6 mil hectares remanescentes são áreas de preservação permanente e reserva legal.

A BrasilAgro informa ainda que possui parceria agrícola em uma área vizinha de 5,7 mil hectares agricultáveis e desenvolvidos, com mais de 5 anos em produção na média e alto potencial produtivo. A parceria tem duração de 12 anos, com opção de compra com preço pré-fixado até 2024.