Bolsa de valores acentua queda e perde os 110 mil pontos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores brasileira acentuou a queda no início da tarde desta segunda-feira (30), último dia de novembro. Às 17h, o Ibovespa registrava recuo de 1,01%, aos 109.446 pontos.

Os mercados de NY também estão no terreno negativo, enquanto as bolsas europeias fecharam em baixa.

O Boletim Focus, do Banco Central, trouxe nova alta para o IPCA de 2020, de 3,45% para 3,54%, enquanto a projeção de queda do PIB se manteve estável, em 4,5%

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Com o desfecho das eleições, deve ter prosseguimento a pauta econômica que seguia travada no Congresso. No entanto, as sucessões na Câmara e no Senado podem politizar o debate.

No domingo, o presidente Jair Bolsonaro fez afirmações que podem agradar ao mercado. Ele elogiou o ministro Paulo Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. E ainda afirmou que continua valendo o que disse um tempo atrás: “quem falar em Renda Cidadã, leva cartão vermelho”, sobre um possível novo programa assistencial, mais generoso que o Bolsa Família.

“A economia está na mão dele (Guedes), assim como a Agricultura nas mãos da (ministra) Tereza Cristina”, afirmou. E complementou: “O Roberto Campos, do Banco Central, quando faz reunião conosco é uma coisa excepcional”, disse. “O Banco Central vai ser independente, para não haver risco de interferência política”.

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Exterior

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump reconheceu que a luta para reverter sua derrota na reeleição “provavelmente” não chegará à Suprema Corte, que era o objetivo de sua equipe jurídica.

“É muito difícil levar um caso à Suprema Corte”, admitiu Trump em uma entrevista à Fox News.

Na Europa, seguem as discussões sobre um possível novo acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia quanto ao Brexit, mas ainda sem qualquer sinalização de avanço.

Reino Unido deve começar vacinação em 7 de dezembro

Do Reino Unido também vem a notícia de que as primeiras vacinas da Pfizer contra o coronavírus podem começar a ser aplicadas já no início de dezembro.

O país espera a aprovação do imunizante, o que deve acontecer nos próximos dias, segundo informou o jornal Financial Time. A entrega das vacinas começaria poucas horas após sua aprovação pelo órgão regulador britânico, conforme disseram funcionários do governo ao jornal, o que pode acontecer em 7 de dezembro.

Na China, o Escritório Nacional de Estatísticas anunciou que o Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) de novembro ficou em 52,1, acima da projeção de 51,5.

As vendas no varejo do Japão aumentaram 6,4% em outubro, na comparação ano a ano, de acordo com prévia divulgada pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria do país.

Confira aqui a agenda de eventos da semana.

Veja as cotações às 13h55:

Mercados de Nova York

  • S&P: -0,90%
  • Nasdaq: -0,59%
  • Dow Jone: -1,30%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,33%
  • FTSE, Reino Unido: -1,09%
  • CAC, França: -1,42%
  • FTSE MIB, Itália: -1,30%
  • Stoxx 600: -0,63%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,79%
  • Xangai, China: -0,49%
  • HSI, Hong Kong: -2,06%
  • ASX 200, Austrália: -1,26%
  • Kospi, Coreia: -1,60%

Petróleo

  • Brent (fevereiro 2021): US$ 47,54 (-1,33%)
  • WTI (janeiro 2021): US$ 44,94 (-1,30%)

Ouro

  • Ouro futuro (fevereiro 2021): US$ 1.783,80 a onça-troy (-0,25%)