Bolsa de valores amplia queda, acompanhando mercados externos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/B3

A bolsa de valores segue em queda nesta terça-feira (28), acompanhado o exterior, e recua 3,03%, aos 110.136 pontos.

Enquanto isso, dólar renova máxima e bate R$ 5,45.

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O destaque do dia fica por conta da ata do Copom, que manteve o “plano de voo”, antevendo outra alta da Selic de 1 ponto porcentual na próxima reunião, de 26 e 27 de outubro. 

Segundo o comitê, o atual ritmo de ajuste na Selic é suficiente para garantir a convergência da inflação para a meta em 2022. 

Também nesta manhã a FGV divulgou o Índice de Confiança da Indústria, que caiu 0,6 ponto em setembro, para 106,4 pontos, no segundo mês consecutivo de queda após quatro meses de altas. 

É aguardado ainda para hoje o Resultado Primário do Governo Central de agosto. 

A Petrobras (PETR3 PETR4) anunciou reajuste do diesel em R$ 0,25 por litro. E o presidente da Câmara, Arthur Lira, voltou a cobrar queda no preço dos combustíveis.

Mercados do exterior

Os mercados globais operam no negativo.

Delta, redução gradual dos estímulos, inflação e financiamento da dívida do governo são os temas nos EUA.

Destaque hoje para os discursos de Jerome Powell e Janet Yellen ao Senado. As falas foram adiantadas ontem e Powell reafirmou que está atento à inflação, que dura mais do que o esperado, mas ainda assim, acredita ele, é transitória. Já Yellen pediu acordo quanto ao teto de gastos, que precisa ser votado antes do fim do mês, a fim de evitar a paralisação dos serviços públicos – a palavra shutdown volta ao noticiário.

Ontem, os republicanos barraram um projeto de lei que financiaria o governo provisoriamente, suspendendo o teto da dívida, e deixando mais tempo para a negociação do orçamento.

Na agenda de indicadores, a Confiança do Consumidor de setembro, medida pelo Conference Board, caiu a 109,3 pontos em setembro, ante 113,8 de agosto.

Da China vem a informação de que o lucro industrial subiu 10,10% em agosto e 49,5% na comparação com o mesmo mês de 2020. Apesar da alta, os números revelam um recuo ante julho, quando os resultados foram 16,40% e 57,3%, respectivamente.

Veja as cotações às 15h:

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Mercados de Nova York

  • Dow Jones: -1,67%
  • S&P: -2,04%
  • Nasdaq: -2,70%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -1,92%
  • FTSE, Reino Unido: -0,42%
  • CAC, França: -2,17%
  • FTSE MIB, Itália: -1,90%
  • Stoxx 600: -2,03%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,19%
  • Xangai, China: +0,54%
  • HSI, Hong Kong: +1,20%
  • ASX 200, Austrália: -1,47%
  • Kospi, Coreia: -1,14%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 79,07 (-0,58%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 75,19 (-0,34%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.735,80 (-0,92%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 105,002 (-2,93%)