Bolsa de valores em forte alta, dia tem definição do Copom sobre Selic

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: foto divulgação

O Ibovespa segue em alta de 1,46%, aos 107.972 pontos nesta quarta-feira (27).

O tema do dia no Brasil é a definição da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa de juros básica, atualmente em 6,25%, deve ultrapassar os 7% nesta noite.

As apostas até a semana passada davam conta de um aumento de 1 ponto porcentual, mantendo o ritmo adotado até aqui pelo Banco Central. Mas o fantasma do risco fiscal associado à alta acima da projeção do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, fez os agentes do mercado projetarem uma acelerada para a Selic.

Agora, acredita-se em 1,25 ponto porcentual a mais ou até 3 pontos. Para o BTG Pactual (BPAC11), a alta deve ser de 1,5 ponto.

Conversamos sobre o tema ontem na Money Week, com Paulo Bokel e Sérgio Machado. Vale a pena conferir!

Mas a quarta-feira (27) também teve dados sobre emprego divulgados agora cedo. Segundo a Pnad Contínua, do IBGE, a taxa de desemprego no trimestre até agosto recuou a 13,2%, ante 13,7% da leitura anterior. A projeção era de 13,5%. É a quarta redução seguida.

Ontem, o Caged apontou a criação de 313.902 vagas formais de trabalho em setembro.  

Complementando os dados do dia, a Confiança da Indústria, da FGV, caiu 1,2 ponto em outubro, para 105,2 pontos, sendo o terceiro mês consecutivo de queda, após quatro meses de altas. E o Índice de Preços ao Produtor, do IBGE, avançou 0,40% em outubro, de 1,86% de setembro.

Mercados do exterior

Os mercados globais operam mistos. As commodities tem queda, com exceção do ouro, que sobe. O receio é com a desaceleração do crescimento global. Ontem, dados revelaram que os estoques de petróleo estão acima do esperado nos EUA.

A temporada de balanços do exterior prossegue, com Coca-Cola, McDonald’s, Boeing, General Motors, Ford, eBay e mais.

Ontem, a Alphabet (GOGL34), dona do Google, registrou um lucro líquido de US$ 18,9 bilhões. A Microsoft (MSFT34), US$ 20,5 bilhões. Ambas acima do esperado.

Nos EUA, senadores democratas apresentam um plano de imposto mínimo de 15% sobre as empresas mais lucrativas.

Em indicadores, o lucro industrial chinês subiu 16,3% em setembro, na base anualizada, com aceleração em relação a agosto (10,1%).

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: -0,25%
  • S&P: +0,02%
  • Nasdaq: +0,49%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,32%
  • FTSE, Reino Unido: -0,74%
  • CAC, França: -0,21%
  • FTSE MIB, Itália: -0,74%
  • Stoxx 600: -0,41%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,03%
  • Xangai, China: -0,98%
  • HSI, Hong Kong: -1,57%
  • ASX 200, Austrália: +0,07%
  • Kospi, Coreia: -0,77%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 84,42 (-1,45%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 83,33 (-1,56%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.796,35 (+0,16%)

Minério de ferro

Bolsa de Dalian, China: US$ 106,69 (-2,64%)