Ibovespa abre em queda, acompanhando mercados de Nova York

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação

O Ibovespa abre em queda de 0,04%, aos 125.955 pontos.

A temporada de balanços também rouba a cena por aqui, com Telefônica, CSN e CSN Mineração, Carrefour, Assaí e Cielo, depois do fechamento.

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Ontem, a TIM reportou lucro líquido normalizado de R$ 681 milhões, quando o consenso era de R$ 330 milhões.

A EDP, por sua vez, teve lucro líquido de R$ 3,4 bilhões, também acima do consenso de R$ 3,22 bilhões.

Em indicadores, destaque para o IPC da Fipe, que mede a inflação em São Paulo, e acelerou de 0,87% para 0,90% na terceira leitura de julho.

Saem hoje ainda o Índice Nacional da Construção Civil, da FGV, e as Transações Correntes e o Investimento Direto Estrangeiro de junho, do Banco Central.

Ontem, o Boletim Focus aumentou a preocupação com inflação e alta da Selic este ano. A inflação oficial medida pelo IPCA está projetada para chegar até dezembro em 6,56%. Na semana passada, era 6,31% e, há quatro semanas, 5,97%. Já a Selic deve bater os 7%, ante 6,75% da semana passada e 6,50% de um mês atrás.

No campo político, ficou para hoje a provável nomeação de Ciro Nogueira para a Casa Civil e a recriação do Ministério do Trabalho, que sai da economia e fica com Onyx Lorenzoni.

Ainda deve repercutir o mal-estar entre Jair Bolsonaro e seu vice, depois que o presidente afirmou que Hamilton Mourão “por vezes atrapalha” e que foi uma escolha feita às pressas.

E também as decisões quanto ao novo fundo eleitoral, que deve ir a R$ 4 bilhões, abaixo dos R$ 5,7 bi do texto da LDO aprovado no Congresso, mas ainda assim bem acima dos R$ 2 bi anteriores e acima do que seria apenas uma correção pela inflação, como defendia o presidente.

Destaques no Exterior

Os investidores seguem de olho no início da reunião do Fomc, comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed). Para amanhã, a expectativa é de manutenção dos juros, mas alguma sinalização sobre quando começa o tapering (retirada de estímulos).

O dia tem também balanços das big techs Apple, Microsoft e Alphabet/Google, além de Visa, Starbucks, 3M e General Eletric.
Em indicadores, tem divulgação da confiança do consumidor de julho.

Em segundo plano, seguem as indefinições quanto ao plano de infraestrutura de Joe Biden e a variante delta, com os EUA minimizando o impacto sobre a economia até aqui.

Veja as cotações às 10h20:

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Mercados de Nova York

  • Dow Jones: -0,27%
  • S&P: -0,18%
  • Nasdaq: -0,02%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,42%
  • FTSE, Reino Unido: -0,35%
  • CAC, França: -0,29%
  • FTSE MIB, Itália: -0,71%
  • Stoxx 600: -0,37%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,49%
  • Xangai, China: -2,49%
  • HSI, Hong Kong: -4,22%
  • ASX 200, Austrália: +0,50%
  • Kospi, Coreia: +0,24%

Petróleo

  • Brent (setembro 2021): US$ 74,56 (+0,08%)
  • WTI (setembro 2021): US$ 71,81 (-0,14%)

Ouro

  • Ouro futuro (agosto 2021): US$ 1.803 (+0,21%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 170,71 (-2,8%)