Mercados globais e Ibovespa futuro começam semana em queda; pacote preocupa

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os mercados globais começaram a semana no negativo, repercutindo o avanço do coronavírus na Europa e nos EUA e a indefinição que prossegue quanto ao pacote de estímulos à economia americana, a uma semana das eleições presidenciais.

No Brasil, o Ibovespa futuro abriu em queda, de 0,72%, aos 100.910 pontos.

A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, disse que a casa pode aprovar um plano de alívio à pandemia nesta semana, embora um acordo com a Casa Branca permaneça indefinido.

Juliano Custódio. Henrique Bredda. Luiz Barsi. Gustavo Cerbasi.

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Crescem ainda as preocupações de que o aumento de casos de coronavírus possa forçar a novos bloqueios. Os EUA tiveram mais de 85 mil novos casos, recorde para um único dia.

O chefe de gabinete do presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos “não vão controlar” a pandemia.

Já o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que alguns países do hemisfério norte estão enfrentando um “momento perigoso”.

Na França, os casos aumentaram em mais de 50 mil. A Itália colocou em prática suas mais fortes restrições aos vírus desde que o país encerrou um bloqueio nacional em maio. A Espanha também está impondo novas medidas, incluindo um toque de recolher.

Os sinais no resto dos EUA também não são encorajadores, com um aumento no número de casos nos  estados do meio-oeste se movendo mais para o leste e os casos em Nova York e Nova Jersey no maior número desde maio.

O Reino Unido, entretanto, está considerando cortar o período de isolamento para pessoas que entraram em contato com infectados.

Tensão entre Turquia e França

As tensões entre a Turquia e a França, que surgiram nos últimos meses por causa de questões como a guerra civil da Líbia e a estratégia de exploração de energia da Turquia, estão mais uma vez aumentando.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan reiterou suas críticas ao tratamento dado aos muçulmanos pela França e repetiu seu pedido para que o presidente francês Emmanuel Macron busque ajuda psiquiátrica.

Os comentários de Erdogan foram feitos em resposta promessa da França de repreender o extremismo islâmico após a decapitação de um professor.

Destaques da semana

Na quarta (28) sai a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic.

O Copom deve manter a Selic em 2%, mesmo com o crescente debate sobre os riscos trazidos não apenas pelo duríssimo cenário fiscal, como também pelas pressões inflacionárias.

A safra de balanços do terceiro trimestre terá mais de 35 divulgações – entre as quais as da Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3).

Na quinta (29) haverá o anúncio do IGP-M de outubro — índice que deve confirmar a tendência de alta de preços apontada na sexta pelo IPCA-15.

Na quinta também sai o PIB dos EUA.

Confira a agenda da semana aqui.

Leia também: calendário dos balanços do terceiro trimestre.

*Com Filipe Teixeira, da Wisir

Veja as cotações às 9h:

Mercados futuros de Nova York

  • S&P: -0,89%
  • Nasdaq: -0,68%
  • Dow Jones: -0,98%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -2,44%
  • FTSE, Reino Unido: -0,24%
  • CAC, França: -0,77%
  • FTSE MIB, Itália: -0,76%
  • Stoxx 600: -0,81%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,09%
  • Xangai, China: -0,82%
  • HSI, Hong Kong: +0,54%
  • ASX 200: -0,18%
  • Kospi, Coreia: -0,72%

Petróleo

  • WTI (dezembro 2020): US$ 38,95 (-2,26%)
  • Brent (janeiro 2021): US$ 40,90 (-2,08%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.906,50 (+0,06%)