Bolsa de valores segue em queda, com dados de inflação e exterior pessimista

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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A bolsa de valores opera em queda nesta sexta-feira (24), com Ibovespa recuando 0,90%, aos 113.043,45 pontos. A baixa repercute os dados ruins da inflação e também o exterior, que opera no negativo.

Considerado uma prévia da inflação, o IPCA-15 teve em setembro sua maior alta em 25 anos: 1,14%, ante projeção de 1,02%. Em 12 meses, a alta ultrapassou os dois dígitos: é de 10,05%. Os maiores impactos vieram dos itens gasolina e energia elétrica. 

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Ainda repercute no mercado a alta da Selic, de 5,25% para 6,25%, com outro avanço de 1% já estimado para outubro – mas as apostas podem mudar diante dos novos dados da inflação.

O Banco Central informou que investimento estrangeiro no Brasil atingiu US$ 4,5 bilhões em agosto, ante US$ 2,6 bilhões em agosto de 2020. A projeção do mercado era por resultado maior, de US$ 6 bilhões.

Também nesta manhã, a FGV apontou queda de 6,5 pontos no Índice de Confiança do Consumidor de setembro, chegando a 75,3 pontos, menor patamar desde abril de 2021 (72,1 pontos). Hoje também será divulgado o Investimento Estrangeiro Direto.

No campo político, seguem as negociações sobre precatórios, reforma do imposto de renda, Auxílio Brasil e reforma administrativa. Ontem, a bolsa de valores foi alvo de manifestações sociais.

Mercados do exterior

Os mercados globais começam a sexta-feira (24) no vermelho, em dia de agenda fraca.

A queda vem depois de dois dias de altas, desde a decisão do Federal Reserve de manter a taxa de juros e jogar mais para a frente o início do tapering (que possivelmente será anunciado na reunião de novembro, como adiantou o presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista pós-comunicado oficial). Hoje, o chairman do Fed faz novo discurso.

Os investidores acompanham ainda o desenrolar do caso Evergrande, atentos se a crise imobiliária chinesa pode ter um efeito cascata global.

Em nova repressão às criptomoedas, o Banco Central da China decidiu hoje que todas as transações financeiras com moedas digitais serão consideradas ilegais. Vale lembrar que, em maio, bancos e empresas de pagamento já tinham sido proibidas de fornecer serviços em criptomoedas.

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Mercados de Nova York

  • Dow Jones: -0,01%
  • S&P: +0,04%
  • Nasdaq: -0,12%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,72%
  • FTSE, Reino Unido: -0,20%
  • CAC, França: -0,92%
  • FTSE MIB, Itália: -0,18%
  • Stoxx 600: -0,76%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +2,06%
  • Xangai, China: -0,80%
  • HSI, Hong Kong: -1,30%
  • ASX 200, Austrália: -0,37%
  • Kospi, Coreia: -0,07%

Petróleo

  • Brent (novembro 2021): US$ 78,16 (+1,18%)
  • WTI (outubro 2021): US$ 74,18 (+1,20%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.751,20 (+0,08%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 105,91 (+2,47%)