Bolsa de valores acompanha NY e opera em alta

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Ibovespa se mantém em alta na tarde desta segunda-feira (23), acompanhando as bolsas de Nova York, que sustentam a valorização, enquanto as bolsas europeias fecharam em baixa, na expectativa de definições quanto à liberação de vacinas.

Às 17h20, a bolsa tinha alta de 1,13%, aos 107.219,27 pontos.

A gigante farmacêutica britânica AstraZeneca afirmou hoje que uma análise interina de testes clínicos mostrou que sua vacina contra o coronavírus tem uma eficácia média de 70% na proteção contra o vírus. A vacina foi testada de duas formas. Em uma delas, a eficácia foi de 90%. Na outra, 62%. Os testes foram realizados na Inglaterra e no Brasil.

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Por aqui, a mesma vacina será produzida em parceria com a Fiocruz, assim que os trâmites para liberação forem realizados.

O Boletim Focus do Banco Central divulgado nessa segunda-feira (23) trouxe nova elevação da previsão para a inflação de 2020, que passou de 3,25% na semana passada para 3,45% essa semana, na 15ª alta seguida. Para o PIB, a previsão passou de queda de 4,66% para -4,55%. A Selic do ano que vem saiu de 2,7%% para 3%.

Ao longo da semana, destaque para IPCA-15 e IGP-M, além de dados do emprego e contas do Governo Central.

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O Ministério da Saúde informou no domingo que assinará “cartas de intenção não-vinculantes” para a compra de cinco vacinas: Pfizer, Janssen, Bharat Biotech, Fundo Russo de Investimento Direto (responsável pela Sputinik V) e Moderna.

Ao assinar “carta de intenção”, o governo compromete-se a avaliar a compra, com o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas desobriga-se da compra, evitando novas polêmicas, como a que aconteceu com a Coronavac, com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, confirmando a compra, e o presidente Jair Bolsonaro o desautorizando.

Exterior

Nos EUA, a projeção é que as vacinas comecem a ser liberadas para uso já em dezembro. A Pfizer e a BioNTech solicitaram uma autorização de uso emergencial da Food and Drug Administration (FDA) para sua vacina.

Os investidores seguem acompanhado também o desfecho para o desentendimento entre o Departamento do Tesouro e o Federal Reserve sobre a continuação do financiamento para alguns dos programas de emergência instituídos em meio ao surto da Covid-19.

Há previsões crescentes de que o Federal Reserve revelará mais ações monetárias quando se reunir em meados de dezembro, depois que o órgão se posicionou a favor do pedido do Departamento do Tesouro para devolver os fundos não utilizados destinados a apoiar cinco programas de empréstimos de emergência.

A semana é mais curta em Nova York, com feriado de Thanksgiving na quinta (26), que fecha os pregões.

Na Ásia, as ações da Coréia do Sul foram o grande destaque do pregão de hoje, com ganhos de quase 2%, levando o índice Kospi a um novo recorde, enquanto a bolsa de Tóquio esteve fechada em função do feriado do dia do trabalho no Japão.

Quarentenas devem acabar antes do Natal

Para hoje, é aguardado que o Reino Unido anuncie o afrouxamento de algumas restrições de quarentena até o Natal. A França planeja uma redução em três fases a partir de dezembro.

Em sentido oposto, Hong Kong e Cingapura anunciaram novas restrições de viagens após o aumento de casos de coronavírus.

Índice dos Gerentes de Compras

Na Europa, a leitura prévia do Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) apontou um resultado abaixo das projeções para o resultado do índice composto: 45,1 pontos em novembro, ante 50 de outubro, e 45,1 das expectativas.

O PMI industrial ficou em 53,6 – foi de 54,8 em outubro. E o de serviços ficou em 41,3, ante 46,9 de outubro.

Confira aqui os destaques da semana.

*Com Wisir Research

Veja as cotações às 14h:

Mercados de Nova York

  • S&P: +0,37%
  • Nasdaq: +012%
  • Dow Jones: +0,90%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,08%
  • FTSE, Reino Unido: -0,28%
  • CAC, França: -0,07%
  • FTSE MIB, Itália: -0,02%
  • Stoxx 600: -0,01%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: fechado por feriado
  • Xangai, China: +1,09%
  • HSI, Hong Kong: +0,19%
  • ASX 200, Austrália: +0,33%
  • Kospi, Coreia: +0,02%

Petróleo

  • Brent (janeiro 2021): US$ 46,00 (+2,31%)
  • WTI (dezembro 2020): US$ 43,02 (+1,41%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.835,20 a onça-troy (-1,98%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 132,13 (-1,20%)

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